Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 27/10/2020
O século XVIII foi marcado por importantes mudanças nas relações trabalhistas, devido ao desenvolvimento da primeira Revolução Industrial, a qual foi iniciada na Inglaterra. Diante disso, a população da época foi submetida à transformações dos meios de produção, ao passar do artesanal para a maquinofatura. De maneira análoga, devido também aos aperfeiçoamentos tecnológicos, constantes mudanças nas habilidades e competências para a efetuação das profissões do futuro surgem ao decorrer do século XXI. Por isso, é válido refletir sobre os caminhos que possibilitem a conquista dessas habilidades e competências, como as instituições de ensino e a adesão social.
Em primeiro plano, é necessário salientar a importância das instituições de ensino ao auxiliar a familiarização dos jovens com as alterações hodiernas ao desempenho de futuras profissões. Em vista disso, o educador Anísio Teixeira, precursor do ensino público no Brasil e defensor do pragmatismo, alega a relevância de educar para a prática, ou seja, aprender e conhecer por meio da prática o que será utilizado ao decorrer da vida do aprendiz. Ademais, apenas cerca de 30% das crianças que ingressam o ensino fundamental atualmente trabalharão em empregos existentes nos dias de hoje, de acordo com o Fórum Econômico Brasileiro. Assim, é indubitável a necessidade de percepção às alterações contemporâneas e a busca de novas aptidões pelos jovens.
Outrossim, a mobilização cidadã diante da contínua perda de empregos devido ao desenvolvimento tecnológico é, da mesma forma, um meio à busca de competências para a não substituição do homem pela máquina. Tendo em vista que a automação tem potencial para substituir 30 milhões de vagas com carteira assinada nos próximos sete anos, só no Brasil, de acordo com estudos recentes da Universidade de Brasília. Além disso, a consultoria McKiensey prevê que 800 milhões de cidadãos perderão suas ocupações para máquinas até 2030. Portanto, é imprescindível o desenvolvimento de novas conhecimentos para possibilitar a máxima manutenção dos empregos pela população.
Dessa forma, ao considerar a relevância da busca de novas habilidades e competências para o exercício das profissões do futuro, a Escola - instituição responsável pela, unido à Família, formação juvenil - junto ao Ministério da Educação deve ampliar o conhecimento e alcance às mudanças sociais ligadas às futuras profissões, por meio de incentivos formativos para que os jovens obtenham maior base para as futuras relações trabalhistas. Para mais, o empresariado deve promover o estimulo à responsabilidade social ao financiar peças publicitárias sobre importância da busca de novas aptidões para a prática das profissões do futuro visando instrumentalizar a sociedade para menor desemprego.