Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 29/10/2020

O início da segunda metade do século 19 foi um período de grande desenvolvimento tecnológico que se iniciou na Inglaterra após a primeira máquina a vapor, em 1698, ter sido construída para auxiliar na mão de obra dos operários, advento a Revolução Industrial. Dessa forma, naquela época as máquinas foram aperfeiçoadas para ajudar as classes operárias à conseguirem aumentar a demanda de produção das indústrias. No entanto, com o passar das décadas e a evolução constante da tecnologia, o panorama maquinário tem tomado o espaço de trabalho, deixando de ser subsidiário para se tornar a peça principal. Essa é uma questão social hodierna que contrapõe, na mesma tela, o aumento de cursos técnicos nos ensinos profissionalizantes e o cenário trabalhista em home office. Inicialmente, é válido avaliar que o avanço tecnológico tem diminuído cada vez mais a área para profissionais que exercem apenas uma função. Embora ainda seja de extrema importância para o currículo a formação do grau superior, este feito já não é mais sinônimo de segurança para a empregabilidade no mercado atual uma vez que, de acordo com o IBOPE, 70% dos formados em cursos técnicos já conseguem emprego em seu primeiro ano após o término dos estudos. Além disso, o tempo de formação que um técnico leva para concluir o curso é menos da metade do tempo de um universitário se graduar. Este quadro evidência a competitividade no mercado de trabalho para a empregabilidade. Ademais, o campo de trabalho presencial tem se tornado cada vez menos necessário e escolhido pelos profissionais para trabalhar. Assim, por conta da pandemia, aproximadamente 9 milhões estão trabalhando em home office, e, segundo estudos feitos pela Oberlo, desde o início da quarentena, 78% dos brasileiros se sentem mais produtivos trabalhando de forma remota. Por contra partida, ainda que seja uma opção que chame atenção no campo de trabalho, a implementação do home office gera uma desigualdade social, tanto para quem lesiona quanto para quem é atendido, uma vez que 46,4% da população mundial ainda não tem acesso à internet. Sendo assim, para que possa haver um desenvolvimento nos meios de trabalho, deve-se acabar com a crise econômica ainda existente. Em virtude das situações mencionadas, é imprescíndivel que todos devam se mobilizar perante as riscos acercar dos direitos trabalhistas. Destarte, o poder público, tanto a ONU, intergovernamental, quanto o Ministério do Trabalho, no Brasil, devem reforçar o artigo 23 da Declaração Universal Dos Direitos Humanos de que todos os seres humanos têm direito ao trabalho, por meio de manifestações de grande alcance, afim de conseguir ajustar a situação atual do mercado de trabalho na perspectiva mundial. As atitudes mencionadas anteriormente podem contribuir para grandes mudanças para que, quem sabe algum dia, o desenvolvimento tecnológico no setor trabalhista e as pessoas possam atuar em conjuntos.