Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 01/11/2020
O jornal “O Globo”, em 2019, relatou que o Brasil carece de políticas públicas de capacitação tecnológica de microempresas e trabalhadores autônomos. Por conseguinte, em razão da tecnologia ser a propulsora das profissões do futuro, infelizmente , ocorrerão desempregos em massa, devido à ausência do Estado. Logo, notam-se desafios ligados às habilidades e competências necessárias das profissões futurísticas, seja por acessibilidade, seja por negligência de um direito civil.
Em primeira análise, é importante destacar que poder público é omisso em garantir a promoção de acessibilidade em relação à tecnologia do trabalho. Em nível de ilustração, noticiado em mídia nacional, a sociedade mais carente não tem acesso à internet. De modo consequente, não conseguem se adaptar às novas tendências de mercado. Além disso, esses serviços têm como requisito básico o uso de “banda larga”, mídias de computadores e “Smart Phones”. Dessa forma, infelizmente, percebe-se que os cidadãos à margem da sociedade não têm habilidades em usar ferramentas tecnológicas que são essenciais para os empregos do futuro.
Ademais, o poder público é negligente em relação aos direitos civis. Em contrapartida, a Constituição Federal, de 1988, diz que é dever do Estado proporcionar um ambiente favorável ao trabalhador, com dignidade e aprimoramento de acordo com os adventos sociais. Nesse sentido, observa-se que tais prescrições abrangem às novas atividades empregatícias. Entretanto, esse panorama não engloba as classes operárias mais pobres, em razão da ausência de medidas governamentais. Sendo assim, inaceitavelmente, percebe-se o caráter elitista e excludente dessas profissões.
Portanto, medidas são necessárias a fim de promover um acesso igualitário às novas profissões. Para tal, urge que o Ministério do Trabalho subsidie programas de acesso à “banda larga”, em lugares remotos, e capacitação profissional com mídias de internet, mediante a contratação de agentes especializados em tecnologia, com o uso de metodologias voltadas ao mercado de trabalho, com o intuito de proporcionar, principalmente aos cidadãos mais carentes, igualdade. Espera-se, com isso, garantir aos trabalhadores todos os requisitos necessários das profissões futurísticas e assegurar um direito constitucional.