Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 09/11/2020

O artesão foi a profissão mais duradoura da história humana, existindo desde o Paleolítico até a Quarta Revolução Industrial. No entanto, a partir das transformações produtivas da Inglaterra no século XVIII, tal ocupação fora sucateada ante as inovações tecnológicas, que, aos poucos, trouxe novas demandas de conhecimentos e talentos. Assim, essa evolução já afetou atividades tradicionais e será decisiva no mercado do futuro.

Em primeiro lugar, é preciso esclarecer a palavra “conhecimento” sofreu uma inflexão de significado. Tanto é que, na Idade Média, possuir conhecimento era sinônimo memorizar dogmas para se alienar do mundo; enquanto que atualmente significa imergir na realidade com criatividade e sabedoria. Isto é, de acordo com o discurso de Steve Jobs na formatura da Universidade de Stanford, os trabalhadores da atualidade precisam saber associar conhecimentos caligráficos com aplicativos de edição de textos.

Aliás, não basta saber desenvolver novos materiais e conhecimentos, é preciso que os profissionais saibam interagir a partir deles de forma ética e segura. Nesse caso, reitera-se: não se trata de tão somente especializar-se em uma única função, como retratado por Charles Chaplin nas desumanas esteiras produtivas de Henry Ford; mas, sim, na sapiência que extrapola o simples manuseio técnico, pois, o profissional deverá saber distinguir, por exemplo, a simples diferença entre uma postagem em redes sociais de uma blasfêmia que potencializa uma tumultuadora notícia falsa.

Portanto, embora ainda seja necessário o trabalho de artesãos, o fato é que, no futuro, o mercado irá demandar em larga escala pessoas dinâmicas, criativas e intelectualizadas. Por isso, é preciso que o Ministério da Educação contrate empresas como o Google ou a Microsoft, as quais poderão ofertar vídeos que testemunhem e exemplifiquem as habilidades desejadas pelas empresas (explicando, por exemplo, processos criativos de aplicativos). Assim, esses vídeos poderão ser usados na orientação vocacional dos estudantes do ensino fundamental, favorecendo reflexões críticas para se preparem melhor ao mercado de trabalho.