Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 09/11/2020
Na série ´´Os Jetsons´´, lançada na década de 1960, a animação era futurista, mas no momento atual algumas ferramentas tecnológicas mostradas no desenho já se tornaram realidade. Nela, é possível perceber que George Jetson, um dos protagonistas, reclama da sua curta jornada de trabalho em uma empresa espacial, na qual ele permanece por três horas apertando um botão, além de fazer videochamadas. Com isso, o senhor Jetson traz como reflexão aos jovens e aos que já estão no mercado de trabalho quais habilidades e competências são necessárias para as profissões do futuro.
Em primeiro lugar, é válido salientar que o mercado de trabalho está evoluindo e uma das causas dessa dinamicidade é o uso de novas tecnologias. Desde o final do século XIX ao XX, possuir uma graduação já era o diferencial no momento da busca por uma vaga de emprego. Com a virada do milênio, há uma constante busca por especialização do trabalhador, já que o conhecimento e criatividade são mais valorizados em meio à necessidade de mão de obra que domine programas de informática criados para cada área de atuação. Nesse caso, o arquiteto que utiliza seu ´´notebook´´ para esboçar um projeto 3D em um programa da empresa ´´Google´´ , como ´´Sketchup´´ pode obter vantagens no ganho de um potencial cliente, assim como utilizar de ferramentas de videochamada, por exemplo, em comparação com aquele profissional que não domina ou não faz uso desses recursos.
Em segundo lugar, cabe enfatizar que as jornadas de trabalho em escritórios ou empresas já estão tendendo a diminuir, assim como visto em ´´Os Jetsons´´ e segundo relatório do Fórum Econômico Mundial. Por isso, os profissionais precisam se habilitar a manter redes de relacionamento produtivas (engajamento social na internet), investir em cursos de atualização, bem como manter uma imagem positiva em seus perfis nas redes sociais, respeitando os direitos humanos e evitando aliar-se à milícias virtuais, como os partidários políticos. Sendo assim, cabe reiterar a forte correlação entre o bom uso das ferramentas virtuais e estar apto ao vínculo dessas com as profissões do futuro.
Logo, para que o mercado de trabalho possa contar com futuros profissionais habilitados e competentes, o Ministério da Educação e Cultura deve ampliar as grades curriculares das escolas e universidades com matérias relacionadas ao uso da informática a favor da atuação dos novos profissionais às exigências das novas demandas do mercado de trabalho, para que os formados possam fazer parte da população economicamente ativa do país e manter o mercado brasileiro com bons índices de oferta e demanda no campo trabalhista.