Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 28/11/2020
O mercado de trabalho sofre alterações desde seus primórdios, mas desde a Primeira Revolução Industrial, no século XIX, as mudanças ocorridas têm se tornado cada vez mais frequentes. A partir de então, exigências como uma faculdade e currículos mais completos, com outros idiomas falados e qualificações, são primordiais para conseguir um bom emprego. Sendo assim, o surgimento de novas tecnologias é o principal responsável pela alteração das profissões nas próximas décadas, bem como pela ressignificação daquilo que é necessário para ser contratado.
Em primeira análise, é necessário destacar que, no período da Guerra Fria (1945-1991), foram desenvolvidas muitas inovações tecnológicas em um espaço de tempo relativamente curto. Tais inovações foram adotadas por todos os setores, visto que eram benéficas em vários sentidos como redução de funcionários, do tempo de produção e automatização de serviços burocráticos. Entretanto, a adesão às novas tecnologias geraram a necessidade de adequação dos profissionais. Exemplo disso é o aumento na procura de pessoas para trabalhar no setor de tecnologia de informação das empresas, as quais têm valorizado cada vez mais essa área. Além disso, é possível citar como a internet propiciou o ensino a distância durante a pandemia, mas forçou os professores a aprenderam a usar as formas digitais de ensino, evidenciando a possibilidade de valorização dos recursos digitais disponíveis.
Em segunda análise, a tendência é que, nos próximos anos, novas profissões apareçam no mercado, visto que, segundo o Fórum Econômico Mundial, cerca de 50% das empresas pretendem automatizar parte do trabalho até 2022, reduzindo o quadro de funcionários e, consequentemente, as despesas. Também estima-se que somente 30% dos alunos que ingressa no ensino fundamental atualmente irá trabalha em profissões já existentes. Dessa forma, é perceptível a constante mudança e o aumento da dependência das tecnologias, uma vez que estas, apesar de facilitarem boa parte do trabalho, reduzir os gastos e melhorar o rendimento da empresa, tornam os estabelecimentos dependentes a partir do momento que optam por aderir a esses avanços tecnológicos.
Portanto, cabe ao Ministério do Trabalho, em parceria com o Ministério da Educação, conscientizar e informar, tanto os trabalhadores que já estão no mercado, quanto as próximas gerações que ainda vão iniciar a carreira profissional, sobre a importância e a necessidade de qualificação, por meio de palestras que incentivem melhorias no currículo, como falar mais de um idioma ou buscar por cursos dentro da área, para que a população esteja preparada, à altura das exigências do mercado. Dessa forma, será possível ter uma sociedade com profissionais mais qualificados e, ao mesmo tempo, reduzir as taxas de desemprego, visto que os trabalhadores se adequarão de acordo com as mudanças atuais.