Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 27/11/2020
A Revolução industrial foi um período de grandes inovações, sejam sociais, econômicas ou de trabalho, e dentre elas está o processo de mecanização, que gerou inúmeros impactos nos dias de hoje. Nesse sentido, é fato que com a inserção de tecnologia, carreiras começaram a surgir, se adaptando a nova realidade empregatícia ou a perder a utilidade, pois seriam substituídas por máquinas. Além disso, o mercado de trabalho se tornou um ambiente ainda mais competitivo, que, cada vez mais, exige novas especializações e deixa de lado profissionais com menores níveis de escolaridade e de contato com a tecnologia, aumentando o desemprego.
A princípio, é importante destacar que com a implementação das máquinas, o trabalho antes realizado por pessoas físicas tornou-se desnecessário. Como exemplo, pode-se citar os datilógrafos, hoje substituídos pelo advento do computador, que trouxe maior acessibilidade à criação de arquivos e acesso a informações. Ademais, de acordo com um estudo desenvolvido pelo Laboratório de Aprendizado de Máquina em Finanças e Organizações da Universidade de Brasília, 30 milhões de vagas com carteira assinada seriam fechadas até 2026 se todas as empresas do país decidissem substituir trabalhadores humanos pela tecnologia já disponível. Ou seja, a população deve adaptar-se às novas tecnologias e buscar integrar-se quanto as novas profissões que surgem, para que não passem por dificuldades no futuro.
Outrossim, a falta de investimento do poder público em relação à acessibilidade da população à tecnologia do trabalho, bem como a educação precária fornecida, ocasiona dificuldades na busca de emprego por parte da população que sofre de tais mazelas. Isso ocorre devido a enorme exigência de altos níveis de escolaridade, diferentes cursos digitais e especializações técnicas imposta pelas empresas na atualidade. Dessa forma, percebe-se que os cidadãos à margem da sociedade não conseguem se adaptar às novas tendências de mercado, aumentando o número de desempregados. À vista disso, projetos devem ser implantados com o intuito de amenizar os desafios existentes.
Portanto, cabe ao Governo, a criação de programas que proporcionem acessibilidade à tecnologias e internet para toda a população, como a inserção de computadores em bibliotecas e escolas públicas, para promover igualdade. Além disso, compete ao ministério da educação, por meio da elaboração de um projeto de lei enviado à Câmara dos Deputados, estabelecer a incorporação obrigatória do ensino de informática aos currículos escolares, afim de que todo estudante tenha, antecipadamente, preparação para as profissões do futuro. Deste modo, será possível aprimorar as habilidades tecnológicas da população como um todo e consequentemente, diminuir o desemprego.