Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 22/11/2020

O sociólogo Karl Marx apresenta, na obra “Miséria da Filosofia”, a concepção de que a humanidade, ao adquirir novas formas e modos de produção, altera todas as suas estruturas sociais. Nesse ínterim, destacam-se as atuais implicâncias relacionadas à Quarta Revolução Industrial - baseada no desenvolvimento e na incorporação de inovações tecnológicas -, que interferem diretamente nas formas de trabalho. Atualmente, verifica-se como consequência das transformações oriundas desse processo, a exigência de novas habilidades e competências para as profissões do futuro, porém a possível incidência do desemprego estrutural e o despreparo das futuras gerações de profissionais figuram-se entre as decorrências das iminentes demandas. Desse modo, faz-se essencial promover maior abordagem do tema.

Em primeira análise, vale salientar que, com as novas demandas, prevê-se alterações, e até mesmo a extinção, de determinados postos de trabalho hodiernos. Consoante estudo da Universidade de Oxford, cerca de 47% dos empregos existentes não serão mais necessários em aproximadamente 25 anos, devido, por exemplo, à automação ofertada pela inovação tecnológica. Assim, constata-se a possível incidência do desemprego estrutural - fenômeno no qual ocorre a desconexão entre oferta e demanda de competências técnicas, devido a, dentre outras causas, novas tecnológicas nos processos produtivos. Logo, faz-se necessário divulgar e debater sobre as novas habilidades e competências requisitadas para as profissões do futuro, com o intuito de preparar a massa de trabalhares e evitar negativas decorrências.

Outrossim, destaca-se a escassa consciência do processo de evolução nas formas de trabalho pela futura geração de profissionais. Segundo o relatório divulgado pela Foundation for Young Australians,  mais da metade dos estudantes desejam adentrar em carreiras que se tornarão obsoletas em decorrência dos avanços tecnológicos e da automação, além disso os dados exibem que 60% dos jovens entram no mercado de trabalho em profissões que serão radicalmente afetadas pelo processo. Nesse sentido, tendo em vista as alterações nas relações sociais, o novo mundo do trabalho vai demandar habilidades e competências em áreas que não possam ser automotizadas por envolverem: versatilidade, dinâmica, criatividade, originalidade, liderança. Desse modo, faz-se imprescindível a orientação e conscientização dos jovens.

Infere-se, portanto, a relevância