Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 24/11/2020
O jornal “O Globo”, em 2019, relatou que o Brasil precisa de políticas públicas de capacitação tecnológica de microempresas e trabalhadores autônomos. Por conseguinte, em razão da tecnologia ser a impulsionadora das profissões do futuro, infelizmente, ocorrerão desempregos em massa, devido à ausência do Estado. Logo, notam-se desafios ligados às especificações e necessidades das profissões futurísticas, seja por acessibilidade, ou por negligência de um direito.
Em primeiro plano, urge analisar o fato de que o poder público não garante a acessibilidade em relação à tecnologia do trabalho. Assim, a sociedade mais carente não tem acesso à internet, consequentemente, não consegue se adaptar às novas tendências de mercado. Além disso, esses serviços têm como requisito básico o uso de “banda larga”, mídias de computadores e “smartphones”. Dessa forma, infelizmente, percebe-se que os cidadãos à margem da sociedade não têm habilidades em usar ferramentas tecnológicas que são essenciais para os empregos do futuro.
Em segundo lugar, torna - se importante destacar a negligência do governo em relação aos direitos civis. Em contrapartida, a Constituição Federal, de 1988, diz que é dever do Estado proporcionar um ambiente favorável ao trabalhador, com dignidade e respeito. Nesse sentido, observa-se que tais prescrições abrangem às novas atividades de emprego. Entretanto, esse panorama não engloba as classes operárias mais pobres, em razão da ausência de medidas governamentais. Sendo assim, percebe-se o caráter elitista e dessas profissões.
Portanto, medidas são exigidas para promover um acesso igualitário às novas profissões. Para tal, urge que o Ministério do Trabalho financie programas de acesso à “banda larga”, em lugares remotos, e capacitação profissional com mídias de internet. Além disso, a contratação de agentes especializados em tecnologia, com o uso de metodologias voltadas ao mercado de trabalho, com o intuito de proporcionar, principalmente aos cidadãos mais carentes, igualdade. Espera-se, com isso, garantir aos trabalhadores todos os requisitos das profissões futurísticas e garantir um direito. Dessa forma, a problemática não será mais um atalho para a evolução da sociedade brasileira.