Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 26/11/2020
A partir do século XXI, deu-se início a um conceito chamado de Quarta Revolução industrial, que diz respeito aos campos da biotecnologia, nanotecnologia, robótica, inteligências artificiais no geral e etc. Desenvolvido pelo alemão Klaus Schwab, este conceito remete a transformação do mercado para o meio tecnológico, mudança que já pode ser percebida, ainda que sutilmente, no ano de 2020 e durante a pandemia do coronavírus. Dessa forma, torna-se discutível a formação escolar inadequada, que deverá restringir-se ao entendimento tecnológico, e o requerimento da inteligência emocional pelas profissões futuras.
Em primeiro lugar, infelizmente as escolas ainda detém um método de ensino voltado para o século XX, sem considerar as possíveis mudanças do mundo e do ramo trabalhista. Segundo o inventor Steve Jobs, “a tecnologia move o mundo” e infere-se que é essa a real tendência nas mudanças globais. Segundo a pesquisa mais recente do Fórum Econômico Mundial, 75 milhões de postos de trabalho exigiram cada vez mais conhecimentos técnicos sobre as novas tecnologias. Logo, é necessário formar profissionais que tenham ao mínimo conhecimentos gerais acerca disso, para que não sejam desqualificados ou despreparados para seus subsequentes empregos, mas sim dispostos a se adaptarem a tais transformações.
Ademais, segundo Juliana Scarpa, CEO da empresa Falconi Road of Skills and Talents (FRST), as competências humanas são e serão cada vez mais exigidas no mercado. Isso diz respeito a capacidade do contratado de saber liderar, trabalhar em equipe, comunicar-se bem, dentre outros requisitos de inteligência emocional. Habilidades que não se aprendem “formalmente”, mas uma vez estimuladas e praticadas, são desenvolvidas pelo cérebro humano. É preciso que os futuros empregados estejam adeptos desenvolverem tal requerimento.
Portanto, as habilidades e competências para as profissões do futuro tendem a sofrer certas transformações e, para isso, é imprescindível a atuação do Ministério da Educação que, por meio da elaboração de projetos de lei, estabeleça a incorporação de matérias relacionadas a tecnologia e inteligência emocional na grade curricular das escolas, a fim de promover uma melhor preparação dos jovens para seus decorrentes ofícios.