Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 15/12/2020
“Corra que o futuro vem aí” foi em 2018, o samba-enredo da Escola de samba Unidos de Vila Isabel, que trazia como base, o passado como referência para o futuro, nas relações da história que se transforma e inova em diversos ramos da narrativa da vida. E é nesse contexto que podemos enquadrar as transformações das profissões no mercado de trabalho, relacionando os novos padrões e qualificações para o mercado do futuro com as exigências para manter cargos e profissões em meio de uma revolução sociotecnológica.
A reinvenção do mercado de trabalho não está tão distante, uma pesquisa feita pelo Fórum Econômico Mundial, cerca de 65% das crianças que, hoje, cursam o ensino fundamental, trabalharão em ramos de profissões que ainda não existem nos dias de hoje, assim como, empregos de caráter linear serão substituídos, os quais poderão ser programados, como forma de acelerar o processo. A chamada Indústria 4.0, ou também conhecida como 4ª Revolução Industrial, tem como objetivo a inserção da tecnologia e da automatização, sendo esta, estudada para que empresas consigam reduzir uma parte da jornada de trabalho de seus empregados, o que, querendo ou não, afeta o papel do empregado na atuação de prestação de contas.
Sendo assim, o que é possível fazer para se manter ativo neste novo mercado de trabalho? Como se adequar a esta nova realidade? Perguntas como estas, resultam na crescente procura de áreas de formação voltadas para este âmbito, cursos como robótica, engenharia mecatrônica e de software, são grandes exemplos desta progressiva busca. Outra técnica adotada por aqueles que procuram formação para estar à frente na corrida para uma vaga de emprego, são os cursos no estilo Nanodegree, que se resume em formações compactas e de curta duração. Mas, outros aspectos que empresas deste nicho procuram, são candidatos flexíveis, empáticos, dispostos e de cunho multidisciplinar.
Portanto, a criatividade e a transformação são as bases deste novo mercado, e para isso, seus atuantes devem ter noção e conhecimento do que os espera pela frente. Campanhas e cursos profissionalizantes, partindo de sindicatos e dirigentes, precisam trazer esta bagagem para os trabalhadores ativos, e para os futuros, programas e incentivos necessitam estar cada dia mais presentes na grade de ensino, para assim, estarem cientes do que os espera, mostrando que como em nossas vidas o mercado de trabalho está em constante inovação.