Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 23/12/2020

De acordo com a teoria da seleção natural de Charles Darwin, apenas sobrevivem os indivíduos mais aptos. Na sociedade, não é tão diferente: pela seleção social, os indivíduos mais habilitados e competentes serão, claramente, os mais aptos para desenvolver, no Brasil, as profissões do futuro. No entanto, alguns empasses, como a educação desigual e o preconceito com as novas profissões, atuam contra esse desenvolvimento.

Inicialmente, são perceptíveis as desigualdades existentes na educação brasileira: segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil está entre os países com menor número de pessoas com ensino superior e, de acordo com a organização das Nações Unidas (ONU), é o 8º com as maiores taxas de analfabetismo. Ou seja, pouquíssimas pessoas são qualificadas, possuem renda alta, visto que a renda é proporcional à qualificação, e várias oportunidades de emprego, enquanto milhares não sabem ao menos ler e têm de desdobrar para conseguir o suficiente para sobreviver. Nesse contexto, é compreensível que as habilidades e competências desenvolvidas por essas pessoas mais carentes estejam vinculadas a sua sobrevivência, não às profissões do futuro.

Ademais, o preconceito também é um obstáculo às profissões do futuro. Isso é muito evidente na sociedade brasileira, que carrega, desde os séculos passados, uma concepção histórico-cultural supervalorizada dos cursos de direito e medicina. Nesse sentido, até hoje esses são os mais estimados no mercado de trabalho enquanto muitos outros são desvalorizados, pincipalmente os mais recentes e ligados às novas tecnologias. Nesse viés, a família, que, para a sociologia, é a primeira instituição social a inserir o indivíduo e responsável por preparar a interação deste com a sociedade, contribui para o repasse desse estigma social, dificultando a escolha das novas profissões pelos jovens e o desenvolvimento das habilidades e competências relacionadas.

A partir disso, é notória a importância das novas profissões para o desenvolvimento brasileiro, assim, para o Brasil ter uma iniciativa frente ao aperfeiçoamento das habilidades e competências relacionadas, medidas são necessárias. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações deve, portanto, difundir programas que incentivem esss atividades, por meio de propagandas sobre as profissões do futuro, workshops e feiras em busca soluções inovadoras e melhores laboratórios públicos de informática e robótica, com isso os jovens abrirão suas mentes e enxergarão novas possiblidades além das impostas pela família. Somente assim, cada vez mais brasileiros terão, pela seleção social, mais habilidades e competências para inovar as profissões do futuro e viverem com melhor qualidade de renda.