Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 12/05/2021

A evolução no mercado de trabalho teve como marco a criação da primeira máquina a vapor, em 1760, dando início à primeira revolução industrial, contudo, no século XXI, a revolução 4.0, que é caracterizada pela união do digital com o físico e biológico, inovou todo o conceito de trabalho. Entretanto, essa mudança interferiu na vida dos profissionais, uma vez que esses são obrigados a adquirirem novas habilidades e competências para se manterem no ramo, sem nenhum auxílio governamental, evidenciando a negligência ao direito civil, permitindo uma onda de desempregos.

Faz-se necessário apontar que, de acordo com o Fórum Econômico Mundial, 70% das crianças que ingressam no fundamental atualmente trabalharão em empregos que não existem hoje, tornando notável a mudança das profissões futuras, todavia, o governo não reformula o método educacional e nem presta suporte àqueles que precisam de um repertório de conhecimento maior para ingressar nessa nova jornada. A quarta revolução industrial exige dos trabalhadores conhecimentos e especializações, porém, o poder público não toma um posicionamento referente a uma mudança educacional desde 2006, pondo o futuro do Brasil  em uma situação de risco. Assim como os jovens, a geração y precisa de um auxílio governamental, visto que necessitam continuar em seus empregos para manter uma estabilidade monetária, no entanto, a incontestável indiferença do Estado torna o processo de transição mais complexo, pois os cidadãos se veem por conta própria, sem seus devidos direitos.

Ademais, o desemprego assola a população desde o início da automação, consoante ao fato de que a compra de maquinários é mais barata que a contratação de um funcionário, de tal forma que, segundo o Fórum Econômico Mundial, 50% das empresas buscam a automatização até 2022, interferindo de forma brusca na renda dos indivíduos e prejudicando os índices realizados pelo IBGE. Por conseguinte, só serão beneficiadas as pessoas que possuírem os pré requisitos das profissões do futuro, que são a versatilidade, dinâmica, domínio tecnológico, criatividade, raciocínio lógico, liderança e outros, permitindo uma conclusão que afirma a supremacia do conhecimento no contexto atual.

Em virtude do exposto, a intervenção do Ministério da Educação é vital, desenvolvendo centros de pesquisas e estudos para uma melhoria no sistema educacional brasileiro, com o intuito de reorganizar os estudos dos jovens, focando no novo futuro e em especializações profissionalizantes. Além disso, deve oferecer cursos gratuitos para os trabalhadores, instruindo cada um a uma mudança de conteúdo e visão, abrangendo informações que facilitarão a busca de um emprego, como cursos de robótica, aulas de computação, dentre outros, buscando professores competentes que os indiquem no caminho certo, para que assim, os cidadãos brasileiros tenham a devida assistência e diversas oportunidades.