Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 29/06/2021
A partir da segunda metade do século XX, entrou em vigor a Revolução Técnico-Científico-Informacional, que proporcionou à sociedade a oportunidade de desfrutar de novas formas de trabalho. Nesse contexto, é perceptível o surgimento de inovados modelos de ofício, e em razão disso, passou a ser exigido novas habilidades e competências para essas profissões do futuro. Entretanto, em virtude da desigualdade social e do analfabetismo digital, o acesso de todos a esses novos moldes de trabalho ainda é uma realidade utópica.
Em primeira análise, é pertinente destacar a desigualdade social brasileira como um agravante da problemática. Nesse sentido, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) o Brasil é o nono país mais desigual do mundo. Dessa maneira, é coerente perceber que falta de acesso a educação de qualidade, por parte da população, impede a equidade de oportunidades e concorrência em processos seletivos. Além disso, a discrepância social permite o desconhecimento da existência dessas profissões e, por consequência, do processo de formação do profissional da área, visto que, essa desproporcionalidade afeta, também, o recebimento de informações e o preparo para esses novos mercados de trabalho.
Outrossim, é relevante ressaltar que a Globalização, ou seja, o processo de integração mundial, tornou as tecnologias indispensáveis para profissões do futuro, tal como afirma Steve Jobs: “A tecnologia move o mundo”. Nessa conjuntura, o universo do trabalho não fica distante dessa realidade, posto que, as novas formas de emprego exigem cada vez mais conhecimentos do mundo tecnológico. Contudo, o analfabetismo digital tornou-se um empecilho para uma grande fração do país, pois a falta de conhecimento dos meios virtuais impedem que todos tenham acesso às mesmas oportunidades de trabalho, em virtude da ausência de conhecimentos e especialização na área tecnológica.
Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Fazenda, faça um investimento maciço na educação pública, por meio de orientações profissionais e aulas preparatórias para vestibulares extras, com o intuito de atenuar as desigualdades educacionais e oferecer a equidade indispensável para a construção da sociedade. Ademais, é proposto que o Ministério da Educação, elabore e ofereça cursos de informática a baixo custo ou gratuitos à todas as camadas sociais, a fim de mitigar o analfabetismo digital e apresentar a estrutura necessária de adaptação às novas modalidades de trabalho. Logo, dessa forma, será permitido a acessibilidade de todo corpo social brasileiro às habilidades e competências para as profissões do futuro.