Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 06/08/2021
De acordo com o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, o trabalho é caracterizado, sobretudo, pela capacidade produtiva, configurada pela necessidade do uso de diversas competências - sociais e tecnológicas - para executar determinadas profissões.No entanto, no Brasil hodierno, a atuação simplista do ensino escolar, baseada, principalmente, no modelo tradicional, não estimula os alunos a desenvolverem essas habilidades imprescindíveis à estabilidade trabalhista futura, fato que, consequentemente, viabiliza o crescimento do desemprego estrutural no País.
De fato, o modo de ensino antiquado, no qual a maioria dos colégios brasileiros, hoje, baseiam-se, é configurado como insuficiente à geração de futuros trabalhadores, uma vez que esse padrão não supre as necessidades do mercado de trabalho das próximas décadas.Partindo desse pressuposto, cita-se a Quarta Revolução Industrial que, consoante a Geopolítica, é configurada pelo desenvolvimento de tecnologias, como a Robótica e a Biologia Molecular, ramos científicos que, no mundo trabalhista vindouro, serão de conhecimento essencial para a execução da maioria das profissões.Infere-se, então, que as escolas atuais, priorizando o método de ensino obsoleto - pautado na aplicação passiva do conhecimento e, sobretudo, na abordagem superficial das ciências - contribui, de maneira nociva, para a formação de funcionários menos capacitados para atuar no mercado de trabalho futurista, uma vez que esse exige alta especialização e domínio de conhecimentos diversos.
Além disso, cumpre ressaltar que o escasso estímulo oferecido ao corpo discente no que se refere à formação de habilidades laborais atua, infelizmente, como agente fortalecedor do desemprego.Em face disso, salienta-se que, segundo a Sociologia, o desemprego estrutural é caracterizado pela demissão em massa de trabalhadores que, devido à baixa especialização e, sobretudo, à aquisição de máquinas multitarefas pelas indústrias, são descartados, uma vez que as competências - as quais deveriam ser estimuladas desde o colegial - foram, lamentavelmente, negligenciadas.Depreende-se, logo, que a ausência de habilidades necessárias ao mundo de trabalho das próximas décadas intensifica, de modo significativo, o desemprego estrutural no Brasil, reduzindo, assim, a qualidade de vida dos cidadãos.
Evidencia-se, portanto, que as escolas brasileiras devem implantar, urgentemente, o método de ensino ativo em todo o solo nacional.Por meio da construção de laboratórios de ciências - como Robótica e Biotecnologia - o corpo discente deve ser estimulado a desenvolver habilidades que, para o mercado de trabalho futuro, serão imprescindíveis, a exemplo da produtividade impulsionada pelo conhecimento diversificado.Desse modo, a partir da mudança no modo de ensino tradicional e pela capacitação dos alunos, o número de vitimizados pelo desemprego estrutural, no Brasil, diminuirá.