Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 06/08/2021

A Contituição Federal brasileira de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico, prevê, em seu artigo 6°, o direito à educação como inerente a todo cidadão. Conquanto, tal concessão não tem se manifestado com ênfase na prática quando se observa o desenvolvimento de habildades e competências para as profissões do futuro, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Com efeito, verifica-se a efetivação de um grave problema, em virtude da ausência de investimentos governamentais e da negativa influência midiática.

Diante desse cenário, é válido ressaltar a carência de investimentos como promotor do entrave. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimentos no país, somando setores públicos e privados, está no seu menor níve dos últimos 50 anos. Nesse sentido, em virtude do não  direcionamento de capital para a educação, o corpo estudantil fica impossibilitado de conhecer novas áreas de ensino, como a tecnologia, que requer de equipamentos para o processo de ensino-aprendizagem e, consequentemente, as habilidades e competências dos alunos que deveriam está sendo colocadas em prática ficam estáticas por não haver recursos.

Além disso, vê-se a maléfica influência da mídia como implusionadora do imbróglio. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa lógica, fica evidente que a mídia em vez de promover debates acerca de outras profissões objetivando informar o corpo social, influencia na permanência do empecilho, pois monopoliza a dispersão de conteúdo sobre determinadas profissões, tal como medicina, que são estigmatizadas de ‘’lucrativas’’, impedindo o indivíduos de expandir seus conhecimentos e habilidades sobre outras áreas de conhecimento e negando o principal papel social dos meios de comunicacão: informar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de desenvolver as competências e habilidades da população sobre as novas profissões. Assim, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Economia, destinar capital para as escolas, com o objetivo de custear as compras de materias, como computadores e notebooks, para auxiliar os alunos na busca de novos aprendizados sobre outras profissões. Cabe também a mídia- meio de comunicação de massa- veicular nos meios  televisivos e em websites, sobre a importância de novas áreas de pesquisa  e na contribuição positiva para o desenvolvimento de competências e habilidades, a fim de notificar os cidadãos sobre a importância de novos conhecimentos no desenvolvimento pessoal. Dessa forma, a sociedade estará mais próxima de usufruir dos direitos assegurados pela Magna Carta.