Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 06/08/2021
Com o advento da 4ª Revolução Industrial,ou Revolução 4.0, nos anos 70, foram produzidas novas tecnologias, como a da Inteligência Artificial (IA). Nesse viés, o desenvolvimento de tal ferramenta tecnológica possibilitou a sua interferência no mercado de trabalho que, na contemporaneidade, gerou consequências para os indivíduos, já que evidenciou a ausência de especializações e a falta de determinadas novas habilidades necessárias, por exemplo a criatividade e a versatilidade, como adversidades a serem enfrentadas para a garantia de bons empregos para os cidadãos.
Sob esse viés, é fundamental salientar que especializações em áreas que fazem uso da tecnologia é essencial para uma boa qualificação profissional. Nesse sentido, é indubitável que o Estado forneça meios que possibilitem essas especializações de maneira gratuita, como a oferta de cursos em instituições de ensino público, com o objetivo de assegurar que todo cidadão, independente da sua profissão e da sua classe social tenha a oportunidade de adquirir novos conhecimentos técnicos e acadêmicos e, assim, possuir um bom perfil para o novo mercado de trabalho. Logo, é condição “sine qua non” que o Poder Público cumpra o que está preceituado no artigo 6º da Constituição Federal de 1988, garantindo para os brasileiros o direito à educação e ao trabalho.
Ademais, é válido ressaltar que as profissões do futuro, como produtor de conteúdo e engenheiro de nanorobôs médicos, também demandam outras habilidades essenciais, além do conhecimento técnico, como a capacidade de manter uma boa comunicação, a criatividade e a versatilidade, evidenciando, assim, que a ausência dessas características poderá ser uma problemática para o indivíduo, no que tange a sua qualificação no mercado de trabalho. Diante disso, é imprescindível que a sociedade torne-se consciente sobre a importância do desenvolvimento dessas novas habilidades e competências, a fim de ser um profissional competitivo no mercado de trabalho. Logo, o corpo social dever agir por meio da coletividade geral para que seja possível alcançar o desenvolvimento pleno, assim como afirma o filósofo contratualista Jean Jaques-Rousseau.
Portanto, faz-se mister que o Estado, promova a criação de mais instituições de ensino, por meio de mais investimentos financeiros, com a finalidade de fornecer especializações tecnológicas para todos os brasileiros e de promover oportunidades de experiências, para que o indivíduo seja capaz de desenvolver novas habilidades, como a liderança, e, assim, concretizar o que está previsto na Constituição Federal e assegurar o bem-estar social de todos.