Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 06/08/2021
A escola literária futurista, do xéculo XIX, valorizava em suas obras a tecnologia, retratando os avanços da época e almejando novas inovações.De maneira semelhante, no atual cenário brasileiro, vê-se cada vez mais a tecnologia inserida no cotidiano da população- principalmente nas relações de trabalho, exigindo dos indivíduos o desenvolvimento de habilidades e competências para profissões futuras.No entanto, essa qualificação é dificultada pela desigualdade social. Assim, essa problemática, tem bases não só em fatores históricos como também em fatores políticos. Logo, é imperioso buscar alternativas para a inserção igualitária de todos os indivíduos no quadro futurístico hodierno.
Sob esse viés, acontecimentos históricos contribuíram para as modificações no campo laboral.A patir desse pressuposto, desde a Primeira Revolução Industrial e surgimento de máquinas, até a Quarta Revolução de cráter tecno-científica, que vivenciamos hoje, surgiram novas formas de emprego e o trabalhador precisou se adaptar. Dessa maneira, é fucral oferecer condições para que essa adaptação seja democrática.
Ademais, a não efetivação de direitos fundamentais dificultam esse processo. Diante disso, o autor brasileiro, Gilberto Dimentein, conceituou como cidadania de papel, a condição de direitos garantidos, tão só, formal-juridicamente, sem materialidade ou existência social. Nesse contexto, o cidadão precisaria de uma boa qualificação profissional para não ser prejudicado na obtenção de empregos. Porém, a educação pública brasileira, não possibilita tal desemvolvimento. Por conseguinte, aumenta-se o desemprego e a concentração de renda- devido aos meios de produção e melhores profissões ficaram retidas a quem tem condições econômicas para se especializar. Logo, é clarividente a efetivação do conceito elaborado por Dimenstein.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário lançar ações para mitigar essa situação. Portanto convém ao Poder Executivo, aumentar os investimentos em educação,por meio de uma alteração na Lei de Diretrizes orçamentárias, para que as escolas públicas sejam reformadas em sua estrutura fisíca e funcional, inserindo nas escolas contato com tecnologia, pela inserção de materias como robótica, assim como aulas abordando a mudança nas formas de trabalho.Desse modo, os cidadão serão atualizados sobre a exigências do mercado de trabalho desde o ensino basilar, para que possam desenvolver as habilidades necessárias.