Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 06/08/2021

Com a Revolução Digital houve um aperfeiçomento das aparatos tecnológicos, tornando-os imprescindíveis em diversas esferas da sociedade, essencialmente no âmbito laboral. A partir disso, as habilidades e as competências que as profissões do futuro irão requerer demonstrarão maior especialização, causando mudanças drásticas na organização social. Esse fato já é observado, ora no desemprego estrutural, ora nas exigências atuais do mercado de trabalho.

Em verdade, com a robotização dos serviços, muitas profissões estão se extinguindo, propiciando o desemprego em massa do homem pela substituição das máquinas. Nesse hiato, fica explícito que modelos de produção como o Taylorismo, onde a presença humana nas atividades seriadas era essencial, de fato estão ultrapassados, vigorando, na conjuntura vigente, o Toyotismo e o Volvismo, com a fabricação sob demanda, por intermédio da tecnologia de ponta. Dessa forma, trabalhos como os de secretariado e recepção perdem a empregabilidade gradativamente, já sendo as mudanças notadas em países desenvolvidos, em que nos supermercados e nos postos de gasolina, por exemplo, as funções são executadas pelas máquinas ou pelo próprio indivíduo. Assim, são urgentes que sejam tomadas medidas na estrutura educacional brasileira, preparando as futuras gerações para as transformações econômicas e sociais.

Outrossim,  o mercado de trabalho apresenta-se cada vez mais exigente, buscando das pessoas formações acadêmicas, ganhando destaque as profissões de cunho pessoal, tecnológico e criativo. Nessa perspectiva, quando Victor Hugo, romancista francês, afirma que quem conduz e arrasta o mundo não são as máquinas, mas as ideias, ele alicerça a tese de que apesar de na atualidade as tecnologias poderem realizar a grande maioria das atividades elas são objetos e como tais não possuem a capacidade cognitiva de criar e pensar, inerente do ser humano. Dessa maneira, é necessário que o assunto seja discutido com os jovens, para que possam escolher suas carreiras mediante as previsões.

Destarte, com o intuito de mitigar os entraves supracitados, é mister que o Governo, na figura do Ministério da Educação, promova, desde a base escolar, aparatos que edifiquem o indivíduo para estabilização profissional no futuro, por meio de mudanças na grade curricular, inserindo matérias como o inglês e a informática ainda na infância, bem como o estímulo as artes e a criatividade, com o fito de atenuar o desemprego estrutural nas próximas décadas. Ademais, é impreterível que as escolas tratem, em feiras culturais e em aulas, as novas tendências do mercado de trabalho, a fim de preparar a juventude, direcionando caminhos profissionais viáveis aos aclamados pelo contexto subsequente.