Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 06/08/2021

A Quarta Revolução Industrial, conceito alemão criado no século XXI, consiste no conjunto de tecnologias transformadoras que modificarão o cotidiano, as relações pessoais e principalmente o trabalho. Com efeito, parte substancial das profissões atuais, serão futuramente, substituídas pela indústria robótica, pelo fato de haver, na busca de habilidades e competências, o interesse somente técnico para satisfazer as demandas do avanço do mercado. Assim, a obtenção do aprimoramento profissional e tecnológico deve-se a sua tamanha utilidade no futuro, e passa pela capacidade de aprender, bem como pelo desafio do desenvolvimento da inteligência emocional.

Por pressuposição, diante desse cenário, aprender e aprender será uma das características mais importantes do trabalhador do futuro. Nesse sentido, a atual maneira de ensino, que é a baseada no-ultrapassado- modelo Iluminista no século XVIII, em que os alunos são tratados como dependentes tendo o professor como o único detentor de conhecimento, se mostra insuficiente dentro de um contexto que visa a ascensão de criatividade, proatividade e praticidade do profissional. Dessa forma, a forma de aprendizagem iluminista é incapaz de acompanhar efetivamente o desenvolvimento da atualização fundamental dentro de qualquer carreira profissional futura.

Em verdade, o psicólogo norte-americano Daniel Goleman define o termo “inteligência emocional”, como a capacidade de relacionar-se com o outro de forma saudável, delegar tarefas e evitar o esgotamento profissional. Nesse viés, a proposta de Goleman deve ser priorizada e incentivada pelas empresas para a adesão dos profissionais, pois ela mitiga a atual realidade problemática  do trabalho: a ansiedade, o estresse e a competitividade hostil. Desse modo, faz-se extremamente necessário que, além de buscar graduações, especializações e conhecimento tecnológico, o técnico busque a saúde das relações, no âmbito individual e consequentemente, no coletivo.

Portanto, as habilidades e competências para as profissões do futuro, precisam, estar alinhadas a um só propósito: o bem-estar do trabalho em todos os aspectos. Inicialmente, para isso, as escolas -em seu papel social-, apoiadas posteriormente pelas empresas locais,  devem estimular o autoaprendizado do aluno e profissional, por meio de minicursos preparatórios e tecnológicos, em que expressem sua criatividade, autonomia e trabalho em grupo, conscientizando-os sobre as relações interpessoais e sobre o leque de futuras ascensões, profissões e os seus requesitos, preparando-os para o mercado digital, que prevalecerá no futuro. Essa iniciativa poderia se chamar “Reconfigurando o presente para um bom futuro” e teria a finalidade de promover capacidades profissionais e emocionais, contemporaneamente escassas, mas fundamentais para o futuro e tecnológico mercado de trabalho.