Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 06/08/2021

Durante o período da Expansão Marítima, que teve como pioneiro o Império de Portugal, foi visto pela primeira vez um processo hoje conhecido como Globalização. Com isso, o mundo caminhou para uma realidade de integração e desenvolvimento, em que as informações são difundidas de forma mais facilitada e a evolução é constante, inclusive no meio de trabalho e nas profissões. Diante disso, na sociedade hodierna brasileira, existe uma problemática relacionada às habilidades e competências que formam os profissionais e suas possíveis áreas de atuação. Sendo assim, é válido analisar essa vertente em todos os âmbitos que atua.

Precipuamente, é indubitável a relação direta entre o conhecimento disponibilizado para a capacitação da população e as escolas. De acordo com o educador e economista Cristovam Buarque, para o bom funcionamento de uma sociedade harmoniosa, deve-se ter como base uma boa educação. Por essa vereda, cabe analisar a oferta de conhecimento e o suporte dado aos estudantes por parte das instituições de ensino, visto que as oportunidades de trabalho atuais e futuras demandam um bom desenvolvimento científco utilizável, como na área de informática e robotização, considerando que o mundo está cada vez mais tecnológico, o investimento em habilidades e competências nessa área favorecem a capacitação dos futuros profissionais. Dessa forma, é perceptível que com uma boa base educacional, uma sociedade futura mais habilidosa e competente não é utopia.

Ademais, a atuação do Estado pode ser relacionada com as habilidades e competências para as profissões do futuro. Conforme dados do relatório do Fórum Econômico Mundial, mais de 50% da população que já atua em alguma área como profissional, deve se requalificar em relação às novas tecnologias, em geral, e, aproximadamente 70% das crianças que estão sendo educadas agora vão atuar em empregos que ainda serão criados. Analisando por esse viés, a presença do Estado em estudos e projetos que ofereçam suporte aos que ainda estão se formando e àqueles que necessitam de uma nova qualificação para se inserir ou continuar no mercado de trabalho é indispensável.

Destarte, no que se refere às habilidades e competências para as profissões do futuro, medidas devem ser tomadas para formentar essa necessidade social. A fim disso, as escolas, por meio do Ministério da Educação, devem inserir na grade de ensino matérias voltadas para a educação e habilidade digital, por meio de aulas de informática e robótica, com o fito de preparar os jovens estudantes para o mercado de trabalho cada vez mais tecnológico. Além disso, o Governo, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comuicação, deve estudar as disponibilidades e possibilidades de emprego e formação, buscando ofertar melhor preparação e suporte para o desenvolvimento educacional social.