Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 06/08/2021

“A pior cegueira é a mental, que faz como que não reconheçamos o que temos à frente”. A afirmação, atribuída ao escritor português José Saramago, representa facilmente o comportamento da sociedade diante das Habilidades e competências para as profissões do futuro, já que a falta de reflexão do corpo social garante a invisibilidade desta problemática que permanece sem solução. Assim, ocorrerão desempregos em massa como origem desse quadro negativo. Nesse sentido, entre os fatores que aprofundam essa situação, estão ligados às habilidades e competências necessárias das profissões futurísticas, seja por acessibilidade, seja por negligência de um direito civil.

Indubitavelmente, cabe destacar que que poder público é omisso em garantir a promoção de acessibilidade em relação à tecnologia do trabalho. Em nível de percepção, noticiado em mídia nacional, a sociedade mais carente não tem acesso à internet. Nesse sentido, observa-se a dificuldade que os indivíduos tem de se adaptar às novas tendências de mercado. Além disso, esses serviços têm como requisito básico o uso de “banda larga”, mídias de computadores e “Smartphones”. Dessa forma, infelizmente, percebe-se que os cidadãos à margem da sociedade não têm habilidades em usar ferramentas tecnológicas que são essenciais para os empregos do futuro.

Outrossim, o poder público é negligente em relação aos direitos civis. Em contrapartida, a Constituição Federal, de 1988, diz que é dever do Estado proporcionar um ambiente favorável ao trabalhador, com dignidade e aprimoramento de acordo com os adventos sociais. Em vista disso, destaca-se que tais prescrições abrangem as novas atividades de trabalho. Entretanto, esse panorama não engloba as classes operárias mais pobres, em razão da ausência de medidas governamentais. Sendo assim, inaceitavelmente, percebe-se o caráter elitista e excludente dessas profissões.

Entretanto, torna-se necessário a tomada de medidas afim de promover um acesso igualitário para todas as profissões. Para isso, é necessário que o Ministério do Trabalho subsidie programas de acesso à “banda larga”, em lugares remotos, e capacitação profissional com mídias de internet, mediante a contratação de agentes especializados em tecnologia, com o uso de metodologias voltadas ao mercado de trabalho, com o intuito de proporcionar, principalmente aos cidadãos mais carentes, igualdade. Com o propósito de garantir aos trabalhadores todos os requisitos necessários das profissões futurísticas e assegurar um direito constitucional.