Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 06/08/2021
Na sociedade moderna, é fato que o mercado na Era Digital dita as futuras profissões, que vão atender a demanda exigida e, consequentemente, aterrar muitas funções tradicionais conhecidas atualmente. Nesse viés, esse fenômeno pode elevar o nível de domínio da tecnologia requisitado para ocupar determinada vaga de trabalho, essa situação iminente acarreta empecilhos no cenário atual brasileiro ao observar o desenvolvimento industrial e tecnológico tardio do Brasil e a ausência de educação informática, enquanto agravantes da problemática.
Nessa perspectiva, é pertinente ressaltar que o Brasil iniciou a sua industrialização no século XX, ou seja, quase 200 anos após o continente europeu, considerado a hegemonia global econômica na época. Tendo em vista esse fato histórico, é possível analisar o contexto contemporâneo vivenciado na nação, em que perpetua-se um atraso em relação aos demais países do globo devido ao investimento reduzido em ciência e tecnologia, evidenciado pela secretária regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Márcia Cristina Hizim em 2020 para o site PROIFES. Dessa forma, enquanto o Brasil for dependente de outras economias globais na esfera tecnológica, o ideal de aptidão e capacitação tornam-se distantes de ser alcançados pela população que ocuparão profissões do futuro.
Ademais, é imprescindível citar um trecho da música “Termos e Condições”, de Erasmo Carlos e Emicida: “O digital desossa o indivisível, essa é a locomotiva que pegamos pro futuro”. Nessa lógica, a composição musical em questão destaca a necessidade de adequação em meio ao “turbilhão” de inovações computacionais, a partir do conhecimento das ferramentas digitais acima de atividades tradicionais, haja vista que empregos muito “automatizados” e que não exigem muito o conhecimento prévio e complexo, serão rapidamente substituídos pelas máquinas contendo inteligência artificial, acontecimento esse que subestima as características introspectivas do ser humano na contribuição da “engrenagem” socioeconômica. Partindo desse pressuposto, esse grave problema social requer intervenção imediata.
Portanto, é essencial que o Estado exerça medidas para que o entrave seja resolvido. Para tanto, o Ministério da Ciência e da Tecnologia deve elaborar e divulgar um projeto nas redes de televisão aberta e mídias sociais, a partir de um encontro de especialistas em TI e no mercado digital, em que esses profissionais debatam sobre as habilidades e competências indispensáveis para a carreira nesse ramo e disponibilizem um conjunto de orientações para evitar a obsolescência do cidadão diante das mudanças bruscas nas atividades laborais, com o objetivo de construir o senso crítico da nação e “blindar” os brasileiros da inferioridade perante os avanços tecnológicos.