Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 06/08/2021
Nos últimos anos, a “quarta revolução industrial”, marcada pela inserção de aparatos tecnológicos em vários setores, é amplamente discutida e analisada, devido às mudanças marcantes no mercado de trabalho. Nesse contexto, evidencia-se uma problemática quando se discute sobre as habilidades e competências para as profissões do futuro, tendo em vista a exclusão de uma parte da sociedade em áreas que exigem uma formação especializada. Portanto, faz-se necessário uma análise de fatores políticos e sociais que corroboram o problema.
Decerto, a displicência governamental no que se concerne aos trabalhadores que não ingressam no mercado de trabalho por não ter a especialização necessária, é um fator crucial na discussão. Nesse viés, é válido ressaltar que a Constituição Federal de 1988 garante, em seu artigo 6º, o trabalho como um direito social, o que o torna indispensável na manutenção do sustento familiar. Contudo, a exigência de muitas empresas brasileiras para empregar novas pessoas se tornou maior, uma vez que a experiência com tecnologias virou fator indispensável na ficha do trabalhador, o que resulta numa exclusão daqueles que não têm acesso à internet ou não se habituam com máquinas. Desse modo, o futuro do mercado de trabalho torna-se restrito, contrariando o preceito constitucional.
Ademais, a omissão de parte da sociedade diante o problema é um aspecto a ser analisado para atenuar a mazela. Seguindo essa linha de pensamento, é imprescindível destacar que o corpo social tem função importante na construção de um Estado, posto que as decisões de um Governo leva em consideração os pedidos da população, já que o Brasil é uma República Federativa. Sob esse viés, é inegável que a sociedade civil não cumpre sua função no que se refere à inclusão de todos os cidadãos brasileiros no mercado de trabalho, o que sucede em um futuro desigual e desvantajoso para muitos.
Destarte, é dever do Governo a convocação de reuniões, em cada município, com a participação das empresas, que haja a discussão acerca das divisões na parte de empregar novas pessoas, levando em consideração a formação de cada um, e incluindo aqueles que não tem conhecimento tecnológico em outras áreas, com o fito de garantir o direito de trabalhar a todos os cidadãos. Paralelamente, cabe ao corpo social a realização de palestras e de campanhas, por meio das redes sociais, por exemplo, que versem sobre a importância da inclusão do trabalhador para o sustento de sua família.