Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 06/08/2021

Os últimos séculos foram marcado por transformações cada vez mais velozes e grandiosas, dentre elas, uma das mais importantes foi a transformação do mercado de trabalho, o mundo mudou a expectativa em relação ao dinamismo das profissões. Estas mudanças originaram-se desde a Primeira Revolução Industrial com o surgimento da máquina a vapor e a produção em série e podem ser observadas ainda na atualidade, com o crescente desenvolvimento tecnológico e o advento da Indústria 4.0. Entretanto, ao passo que a transformação digital impulsionou a criação de novas profissões, ela também diminuiu a necessidade de um contingente maior de trabalhadores, o que a longo prazo pode agravar um problema já recorrente que é o desemprego.

É válido destacar que, segundo o relatório do Fórum Econômico Mundial, 50% das empresas pretendem automatizar e reduzir o tempo de trabalho dos seus empregados. Esta estratégia requer o uso de tecnologia, exigindo do trabalhador habilidades e competências específicas para lidar com equipamentos e máquinas de ponta e programas de computadores cada vez mais arrojados. Entretanto, em países subdesenvolvidos ou emergentes, como é o  caso do Brasil, a educação profissional além de precária é voltada para área operacional, o que vai na contramão da evolução econômica do trabalho que busca sobretudo a inovação intelectual. Logo, os trabalhadores do futuro, que são as crianças do presente, não dispõem de ferramentas de ensino que lhes proporcionem desenvolver as habilidades necessárias para o desempenho das profissões.

Ademais, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 13% da população brasileira está desempregada e destes, apenas 10% são graduadas em curso superior. Ou seja, se a desqualificação profissional já gera desemprego em uma era em que a operacionalização do trabalho ainda é importante, imagina no futuro, onde o mercado de trabalho exigirá uma especialização intelectual muito maior. Estes desempregados, que o sociólogo Karl Marx chamou de exército industrial de reserva, por falta de acesso a educação qualificada, não conseguem acompanhar o ritmo da evolução das necessidades do mundo econômico contemporâneo, o que, no longo prazo, tende a aumentar os níveis de desemprego agravando problemas sociais como a fome e a pobreza extrema.

Diante de tudo isso, é mister que o Governo Federal, através do Plano Nacional de Educação, aumente o percentual do Produto Interno Bruto brasileiro que é investido em educação, destinando o recurso para a aquisição de equipamentos tecnológicos e qualificação de professores, com a finalidade de desenvolver habilidades e competências para atender as necessidades do mercado de trabalho futuro, buscando evitar o aumento do desemprego e os problemas sociais ulteriores advindos dele.