Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 06/08/2021
Século XVIII, Revolução Industrial, desenvolvimento tecnológico, substituição do homem pela máquina. De fato, as mudanças decorrentes do processo de industrialização e Revolução Científica refletem no cenário brasileiro hodierno, de maneira que o desenvolvimento de novas habilidades e competências são necessárias dentro do mercaso de trabalho presente e futuro. Em contrapartida, percebe-se que a insuficiente atuação governamental, seja no âmbito da não garantia de acesso ao ensino profissionalizante, seja na grade curricular retrógrada, acaba, muitas vezes, por gerar desemprego estrutural no país, atrasando seu crescimento.
Efetivamente, entender como a deficiência na obtenção de educação profissionalizante interfere no desenvolvimento do novo perfil desejado pelo mercado para as profissões do futuro é fundamental. De fato, a Constituição Federal, em seu Art. 227 assegura o direito a profissionalização de crianças, adolescentes, jovens e adultos como dever do Estado, o que, por vezes, é negligenciado na prática, visto que, principalmente a porcentagem mais pobre da população, é carente no que tange o acompanhamento do novo mundo do trabalho, já que não tem possibilidade de realizar cursos e formações gratuitas que os tornem competitivos, gerando assim um ciclo que progride para elevação da pobreza e da desigualdade. Prova disso é que em 2020, mais de 5 milhões de pessoas não tinham acesso à educação, segundo a Agência Brasil o que se reflete nas não raras notícias sobre o aumento do desemprego no país.
Ademais, o Brasil ainda é marcado por um currículo escolar que não condiz com as novas habilidades e competências exigidas pelas profissões do futuro. Nesse segmento, parafraseando o psicólogo suíço, Jean Piaget, o objetivo principal da educação é criar pessoas que façam coisas novas e não apenas reproduzam os feitos das gerações passadas. Dessa forma, a constante evolução do trabalho gera a necessidade de atualização e qualificação frequente, o que no Brasil, constantemente, é dificultado pelo currículo escolar mais voltado para o desenvolvimento de competências intelectuais em detrimento de competências interpessoais e humanas, a exemplo da criatividade, capacidade de trabalhar em equipe, pensamento crítico e reflexão, o que gera, regularmente, adolescentes e jovens que saem da escola sem preparo efetivo para enfrentar as exigências das profissões vigentes no mercado.
Faz-se necessário, portanto, que Ministério do Trabalho em parceria com o Ministério da Educação, ofereçam cursos profissionalizantes de forma gratuita por meio do Programa dos 5 S´s bem como gerem uma mudança na grade curricular das escola através da inserção de aulas voltadas para o novo mundo do trabalho, a fim de se gerar nos alunos as habilidades e competências derivadas da RI.