Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 06/08/2021
A quarta revolução industrial, iniciada no final do século XX, trouxe consigo inúmeras mudanças que transformariam o mundo de uma forma jamais vista, bancos digitais, sistemas ciberfísicos, medicina avançada, etc. Essas novas modalidades são inerentes à humanidade no seu estágio atual, participando do processo produtivo, mercadológico, político e social. Contudo, no futuro, tendem a não ser mais, ou de uma forma distinta. Logo, podemos evidenciar dois entraves: o desemprego estrutural, bem com uma elevação nos trabalhos informais.
A priori, como na biologia, o ciclo da vida na globalização também ocorre, um serviço é criado, surge-se uma necessidade, com isso, novos empregos com capacidade de suprir essa demanda aparecem. Na Inglaterra, em 1760, com a inveção da máquina à vapor, grandes artesãos, independentemente de suas qualidades produtivas, eram padronizados, a manufatura como antes prevalecia praticamente não era viável, pois a velocidade e preço não conseguiam concorrer com os maquinofaturados. Dessa forma, a sociedade atual caminha para a sua nova ´´máquina à vapor``, sendo que, a população deve ser instruída antes que comece a acontecer, e isso é o que vai fazer a diferença de qual país lidera o mercado do futuro.
Outrossim, mesmo com grandes revoluções, subempregos são cada vez mais comuns. Segundo Betinho, sociólogo brasileiro, a tecnologia moderna é capaz de realizar a produção sem emprego, entretanto, a economia moderna não consegue inventar o consumo sem salário. Sendo assim, o seguinte efeito cascata é criado, outras circunstâncias, novos serviços, extinção de outros, maior concorrência, elevação do desemprego, procura por ofícios variados além de onde os meios legais podem alcançar. Nessa óptica, a escolha do cidadão fica entre funções insalubres ou não ter salário que sustente ele e sua família.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar os entraves supracitados. Cabe ao Ministério da Educação, como gestor nacional de sua área, promover cursos e palestras, através do uso da mídia virtual e ambientes públicos(praças, escolas) no ensino, informações das causas e consequências das inovações tecnológicas, com uso de profissionais que repassem isso da forma mais didática possível para um público alvo de jovens até adultos mais velhos, visando atenuar que toda essa população do presente, sinta drasticamente essas alternâncias e saiba buscar alternativas. Destarte, é dever do Ministério do Trabalho, aumentar sua rede de fiscalização nas pequenas e grandes cidades, com intento de tornar os ofícios mais seguros, combatendo a informalidade que pode explorar o ser além dos limites previstos na CF/88.