Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 30/08/2021
A constituição Federal, documento jurídico que norteia a legislação brasileira, prevê em seu artigo 6°, o direito a educação como inerente a todo cidadão. No entanto, quando observado a carência educacional relacionada ao aprimoramento de habilidades e competências para as profissões do futuro, nota-se que a prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática.
Mormente, urge ressaltar que o governo brasileiro tem negligenciado uma educação tangível à todas as classes sociais. Desta forma, se enquadrando numa violação do “contrato social”, como descrito pelo pensador John Locke, já que o Estado não tem cumprido seu dever de disponibilizar uma educação de qualidade, visando as profissões que serão requeridas num futuro próximo. De tal forma que, num futuro distópico, o qual, infelizemente, tem se aproximado a cada dia mais, trará com sigo um alto nível de desempregados no Brasil, por conta da falta de mão de obra especializada.
Ademais, vale destacar que, tristemente, a falta de capacitação profissional é uma realidade no Brasil. Segundo o jornal americano BBC, a população brasileira tem se direcionado, em sua maioria, para áreas digitais, deixando de lado as profissões que exigem esforço manual, ou criativo. Dessa forma, evidenciando como a nação tem uma carência na educação básica, esta que, não instrui desde cedo as crianças que todas as profissões são dignas. Em virtude dos fatos mencionados, fica claro que medidas devem ser tomadas.
Portanto, para a prerrogativa, prevista na Carta Magna, se concretizar, necessita-se que as autoridades, direcionem maiores verbas para à educação, visando que desde o ensino básico, os alunos já sejam direcionados para as áreas que gostam de atuar, assim, se especializando logo no início das trajetórias estudantis. Para isso, será preciso que sejam introduzidas paletras nas escolas, que exponham as profissões existentes, e como são todas dignas, e necessárias para a sociedade brasileira.