Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 23/11/2021
O desenvolvimento técnico-científico-informacional está diretamente relacionado à união da técnica e da ciência e a sua aplicação se dá em diferentes áreas. A partir da segunda metade do século XX, as inovações tecnológicas e sua difusão mundial começaram a influenciar diversos setores da sociedade, como o mercado de trabalho. Com o processo de modernização cada vez mais acelerado, uma maior qualificação acadêmica passou a ser exigida, além de habilidades e competências para as profissões emergentes. Dessa forma, apesar de proporcionar o progresso da humanidade, o avanço tecnológico precisa ser trabalhado de maneira a inserir toda a população e melhorar socioeconomicamente o país.
Primeiramente, é necessário destacar que os serviços e empregos estão em constante manutenção. Isso explica a “extinção” de alguns cargos e o surgimento de uma variedade deles. Todavia, a ampliação das possibilidades na escolha de uma carreira não é sinônimo de maior vagas de emprego ou, então, menor taxa de desemprego. Essa analogia não acontece pois as chamadas “profissões do futuro” exigem especializações, capacidade de liderança, raciocínio lógico e não apenas a alfabetização. Além disso, em 2016, dados de uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que apenas 15, 3% dos brasileiros possuem o ensino superior completo. Assim, a modernização do Brasil depende, dentre outros fatores, da preparação da população.
Ademais, a evolução do mercado de trabalho evidencia a importância de planejamentos da organização social, educacional e política no cenário nacional. Nesse viés, o pensador francês Auguste Comte elaborou a teoria do positivismo a qual diz que o desenvolvimento da sociedade está diretamente relacionado a critérios das ciências exatas e biológicas e à preparação. Contudo, a negação desses fundamentos tem gerado o aumento da desigualdade e o crescimento da crise econômica que atinge, segunda a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad contínua), 14,4 milhões de brasileiros desempregados. Então, é visível a direta relação entre a educação, as máquinas e a inteligência artificial para solucionar problemas sociais.
Por conseguinte, infere-se que, para conciliar desenvolvimento tecnológico e abertura para as profissões do futuro no Brasil, é indispensável a participação do Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Juntos, eles promoverão campanhas e projetos governamentais educacionais realizados em locais públicos, escolas e universidades, tendo em vista o alcance do maior número de pessoas. Em adição, a implantação de cursos profissionalizantes na grade escolar proporcionará a ampliação da qualidade da mão de obra. Assim sendo, a parcela de desempregados e pobres diminuirá na mesma proporção que o Brasil se desenvolve.