Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 23/11/2021

“As mudaças são tão profundas que, da perspectiva da his´toria human, nunca houve um momento tão promissor e, ao mesmo tempo, mais arriscado”. Essa fala do presidente do fórum econômico mundial aborda a realidade enfrentada pelo Brasil, atualmente: a quarta revolução industrial. É notável que nossa sociedae tem se modificado constantemente, mediante a introdução de novas tecnologias, advindas da já citada revolução.  Como prova disso, podemos citar não só a modificação do mercado de trabalho, mas também as novas exigências deste para com os funcionários e, consequentemente, mudanças na estrutura social para que essas pessoas consigam, de fato, desenvolver as novas habilidades requisitadas.

Em primeiro plano, é preciso compreender o parâmetro histórico por detrás dessa temática. A industrialização brasileira ocasionou a oferta de ocupações e um brusco êxodo rural, que gerou, por sua vez, uma crescente urbanização. Dessa maneira, a medida que as necessidades populacionais se modificavam, novas profissões surgiam para suprí-las. Sendo assim, da mesma forma que a mecanização modificou o contexto trabalhista ao exterminar cargos e criar novos, a tecnologia introduzida pela nova revolução industrial causa o mesmo efeito: faz os trabalhadores irem em busca de novas ocupações e, sobretudo, novas qualificações para atendê-las.

No entanto, apesar de esse processo ser natural da sociedade, há alguns fatores a serem levados em conta. Quando essa mudança  cíclica tem início, decorre o que chamamos de desemprego conjuntural, em que os funcionários são reabsorvidos pelo mercado, em um curto espaço de tempo, quando se readaptam às novas exigências. Porém, se o ensino básico e superior de qualidade e a democratização das tecnologias e conhecimentos acerca destas não acompanham este processo, não há readequação e a crise social se faz presente.

Dito isso, para que esse futuro recheado de novas profissões e ferramentas se realize de forma harmoniosa, é primordial que o  Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) realize parcerias com as empresas privadas com o intuito de  traçar planos de treinamento e ensino para os atuais empregados, afim de assegurar que estes possuam a capacidade de continuar em seus cargos. Além disso, o Governo Federal deve direcionar investimentos na melhoria do ensino público e privado, para que os futuros trabalhadores cheguem bem preparados no mercado de trabalho.