Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 27/11/2021

O mercado de trabalho já não é o mesmo. Novas habilidades e competências surgem todos os dias e são demandadas pelas chamadas “profissões do futuro”. Em geral, essas carreiras estão relacionadas aos ramos da tecnologia e requerem grande qualificação por parte dos profissionais. Entretanto, como conciliar essas necessidades com as defasagens no sistema de Ensino Superior brasileiro? Ademais, a falta dessas competências pode provocar uma onda de desemprego em massa com advindo da Quarta Revolução Industrial.

Atualmente temos visto, no cenário político nacional, uma tendência de redução de investimentos nas vertentes educacionais. Tais medidas têm comprometido o quadro educacional brasileiro e um dos grandes afetados são as Universidades Federais, que já não conseguem proporcionar a mesma qualidade de ensino necessária para as profissões do futuro. Isso porque a falta de verba compromete alunos que necessitam de auxílio e as próprias instalações universitárias, as quais não conseguem pagar suas contas. Além disso, as faculdades particulares também não excedem nesse campo e pesquisas revelam que mais de 50% das instituições estão abaixo do nível adequado de rendimento estudantil. Consequentemente, os novos profissionais estão sendo formados com defasagens em seus currículos.

A falta de competências necessárias para as novas carreiras também gera uma outra preocupação. Visto que a Quarta Revolução Industrial avança rapidamente pela história contemporânea, em um mundo globalizado, vagas de emprego são diariamente ameaçadas. O trabalho braçal passa a ser menos valorizado e o desenvolvimento de múltiplas habilidades, assim como a necessidade de um diploma, passam a ser fundamentos básicos no mercado de trabalho. Assim, observamos o risco iminente em um país como o Brasil, onde 79% da população ainda não apresenta graduação. Pois, como diria Klaus Schwab acerca desse momento: “As mudanças são tão profundas que, da perspectiva da história humana, nunca houve um momento tão promissor e, ao mesmo tempo, mais arriscado”.

Para se ter uma real mudança no país, precisamos começar incentivando, por meio de campanhas públicas realizadas pelo Ministério da Educação e por políticas de bolsas e cotas, o ingresso de cada vez mais pessoas nas universidades. O intuito é trazer qualificação para a parcela da população brasileira que prestará serviço nas profissões do futuro. Também, é preciso que o Governo Federal, juntamente com o Tribunal de Contas da União, destine maiores investimentos à educação brasileira, com foco em reestruturação das instituições públicas e oferecimento das habilidades necessárias em profissões tecnológicas. Assim, os brasileiros se adaptariam ao novo mercado de trabalho.