Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 20/05/2022

‘‘O importante não é viver, mas viver bem." Segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância, de modo que ultrapassa a da própria existência. Nesse sentido, a falta de habilidades para as profissões do futuro pode fazer com que muitos brasileiros não vivam bem, já que as competências exigidas nas novas modalidades de empregos são diferentes daquelas exigidas anteriormente. Assim, cabe analisar esse imbróglio em ênfase nas suas causas e nas suas consequências.

Em primeiro lugar, de acordo com Mahatma Gandhi, aquilo que se faz no presente determina o futuro. Dessa forma, a preparação defasada, que grande parte das escolas brasileiras fornece aos estudantes- com grade curricular tradicional, sem estudos voltados para inteligência emocional ou para informática- faz com que os estudantes cresçam capacitados a realizar uma prova de vestibular, e não, a serem profissionais verdadeiramente capazes de lidar com pessoas e com tecnologias, por exemplo. Isso pode trazer como prejuízo a dificuldade dos jovens encontrarem uma profissão que se sobrassaiam, haja vista o aumento das profissões ligadas à internet e das que exigem inteligência emocional, na era digital.

Em segundo lugar, de acordo com a filósofa Hannah Arendt, quando um assunto é pouco debatido tende a tornar-se banal. Nesse sentido, a falta de discussão- principalmente por parte das instituições de ensino, já que são formadoras de opinão- acerca das mudanças das habilidades exigidas nas profissões emergentes faz com que esse assunto seja banalizado e, dessa maneira, os jovens continuam a se desenvolverem sem preparo para o mercado de trabalho que enfrentarão. Assim, é necessária uma tomada de medidas que realize a mudança do percurso desse problema, no Brasil.

Portanto, diante das questões pontuadas, urge que as instituições de ensino realizem debates acerca das mudanças das competências exigidas nas profissões do futuro e preparem os estudantes para a vivência dessa “nova era”. Isso pode ser feito por meio de aulas de informática básica e de aulas voltadas para a discussão da importância da inteligência emocional no mercado de trabalho contemporâneo, assegurando, assim, que as atitudes do presente determinem um futuro positivo para os jovens. Feito isso, os brasileiros serão capacitados a desenvolverem as profissões do futuro e, assim, alcançarão a qualidade de vida descrita por Platão.