Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 14/07/2023
Promulgada em 1988, a Constituição Federal assegura a o desenvolvimento tecnológico como meta nacional e imputa ao governo o dever de provê-lo. Entretanto, ao analisar questões como o desemprego estrutural (ocasionado pelo avanço tecnológico) e a desigualdade social, fica clara a importância de investimento educacional, para que os indivíduos em formação possam adquirir habilidades condizentes com as profissões do futuro. Diante disso, cabe ao Estado investir nesse projeto modernizador e, aos cidadãos, cabe a conscinetização de seu papel frente ao tema.
Sob esse viés, tem-se que a atuação diligente do governo é essencial para a adequação entre a qualificação laboral dos cidadãos e as necessidades do país. Nesse contexto, tal assertiva ratifica-se no entendimento do autor Tom Goodwin, o qual elaborou o conceito conhecido como “Darwinismo digital”. Conforme, Goodwin, é função institucional das nações a organização educacional de modo que as massas populacionais adquiram conhecimento inerente às tecnologias contemporâneas do mundo globalizado. Dessa forma, evita-se a marginalização social e a piora nos indicadores do país em âmbito internacional.
Outrossim, salienta-se que a sociedade deve assumir o protagonismo em prol dessa demanda. Nessa ínterim, o antropólogo Roberto DaMatta, em “Carnavais, malandros e heróis”, critica a inércia do brasileiro, por esperar que os políticos solucionem todos os problemas. Por outro lado, DaMatta defende que resultados melhores são alcançados via ação conjunta entre população e Estado. Desse modo, entende-se que a conscientização sobre a importância da qualificação profissional para profissões do futuro deve ser iniciada precocemente.
Portanto, depreende-se que o governo e a sociedade são entes copartícipes da solução em pauta. Logo, cabe ao Congresso Nacional, por meio de processo legislativo, a abertura de uma comissão especial que atue na viabilização de um ensino coerente com as demandas profissionais existentes e em desenvolvimento. Para isso, os parlamentares deverão ouvir especialistas no assunto e organizar a abordagem do tema nas escolas e universidades do país. Assim, de forma gradual, o Brasil será beneficiado pelas ações empreendidas.