Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 23/04/2018
Em meio a guerras, fome e epidemias a sociedade atual tenta impedir deliberadamente o amor entre duas pessoas do mesmo sexo. Essas pessoas, por sua vez, acabam tendo que omitir suas vidas, abrindo mão dos seus direitos e sendo oprimidos por indivíduos com diferentes graus de homofobia.
De acordo com o site “Direito Homoafetivo”, cerca de um quarto dos estudantes homossexuais sofrem ou já sofreram preconceito no ambiente escolar. No filme “As vantagens de ser invisível”, Patrick mantem um relacionamento em segredo com o aluno mais popular da escola, pois sabe que se forem descobertos serão repreendidos. No longa, o pai do aluno descobre e espanca o filho, na escola os amigos dele agridem Patrick verbal e fisicamente. O ocorrido apenas descreve parte das agressões cometidas por indivíduos homofóbicos, que tira daqueles que se amam a liberdade de se relacionar e trazem a tona o medo.
Recentemente os EUA e outros países posteriormente legalizaram o casamento homoafetivo em grande parte do país. Ao mesmo tempo que o fato foi uma vitória para muitos, para outros foi uma afronta, isso porque os defensores da “família tradicional” temem a inserção da homossexualidade em suas famílias por influência da sociedade. Também, existe a resistência por parte dos religiosos mais conservadores, mesmo com o atual Papa afirmando que cada pessoa independente da sua orientação sexual deve ser respeitada em sua dignidade e acolhida com respeito.
Fica claro, portanto, que a homofobia persiste no Brasil, tanto por parte dos grandes líderes quanto da população. Para reverter essa realidade vê-se necessário a união do Ministério da Educação e as escolas em si para que se promova discussão entre professores, alunos e familiares sobre os homossexuais de forma a conscientizar a todos sobre os direitos e a inclusão, além da atuação do Legislativo conferindo, sem rastros de preconceitos, leis que garantam direitos igualitários à população independentemente da sua orientação sexual, para que gradativamente seja estabelecida a igualdade civil e empatia entre os indivíduos.