Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 03/05/2018
“Nada é permanente, salvo a mudança. ” Essa máxima, atribuída ao pré-socrático Heráclito de Éfeso, permite depreender que tudo está em constante mudança, inclusive a sociedade. Nesse sentido, mudanças são essenciais no que tange a homofobia, tendo em vista que ela é um dos maiores males da sociedade. Essa necessidade é evidenciada não só pela constante violência contra os homossexuais, mas também pela exclusão social que esse grupo enfrenta.
Em primeira instância, vale ressaltar que a hostilidade contra os uranistas não é de hoje. No Brasil colonial, os “tibiras” – índios homossexuais – foram perseguidos, presos e mortos por terem relações sexuais com pessoas do mesmo sexo. Infelizmente, essa intolerância deplorável vive entranhada nos brasileiros até hoje, isso se confirma pelo fato de que em 2013 mais de 200 gays foram mortos no país. Portanto, de modo infeliz, é possível ver o quão estagnada se encontra a cultura social brasileira.
Outrossim, além das agressões físicas, os gays também sofrem com uma constante exclusão social. Nos Estados Unidos, mais de 78% dos homossexuais sofrem grave isolamento social, mostra uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação. Esse reflexo lastimável de intolerância, também, recai sobre os brasileiros, uma vez que é debatida a possibilidade de leis punitivas para essa minoria. Com isso, aumentando, tristemente, a rejeição contra essa comunidade no Brasil.
Destarte, referente a homofobia no Brasil, cabe ao Ministério da Educação a inclusão de uma nova disciplina educacional nas escolas primarias, com o objetivo de ensinar as crianças a importância do respeito não só aos semelhantes, mas também a qualquer outro ser humano, independentemente da cor, cresça ou escolha afetiva. Logo, almeja-se, com essa atitude, uma sociedade menos intolerante, que aceite e respeite as diferenças do próximo, assegurando os direitos individuais de cada cidadão.