Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 02/11/2025
“Todo mundo tem seu jeito singular de crescer, aparecer e se manifestar”, dizia a música “Ser diferente é normal” de Gilberto Gil, lançada em 2012. Manifestações artísticas como essa se mostram frequentes nas últimas décadas, mas, apesar de parecer, esse período não marca o momento em que começou a luta brasileira pela liberdade de ser como é. Xica Manicongo foi uma escrava no Brasil do século XVI, de ascendência congolesa, ela pouco se identificava com as roupas e o modo de ser masculino, tendo sido denominada recentemente como a primeira travesti não indígena do país. Histórias como essa demonstram que essa batalha é duradoura e a situação pouco mudou, assim, a pergunta que fica é: por que?
Em 2024, 27 partidos de direita, contra 25 de esquerda, venceram as eleições em seus países, de acordo com uma notícia do UOL. O Brasil, apesar da vitória de um partido nominalmente progressista nas últimas eleições presidenciais, compartilha com esses países um longo histórico de governos conservadores. Isso é, governos que acreditam qualquer forma de mudança na vida social é detrimental para o futuro da sociedade e, assim, apoiam leituras tradicionais da forma de “ser” humano.
Além disso, a população da nação demonstra estar alinhada com essa forma tradicional de se enxergar o mundo, sendo que uma notícia de dezembro de 2024, do Diário de Pernambuco, informa que a tendência ao conservadorismo cresce exponencialmente entre os jovens.
Ambas situações denotadas respondem a pergunta. A nação brasileira carece, nesse momento, do que é necessário para mudar a realidade dessas minorias no país e a criminalização da homofobia, que ocorreu em 2019, apesar de oferecer alguma segurança jurídica, pouco foi capaz de alterar isso.
Nesse contexto apresentado, a forma de garantir um maior acolhimento às minorias sexuais afetadas pela homofobia é melhorar a efetividade das medidas jurídicas disponíveis e incentivar mudanças no pensamento da sociedade através de investimento para que ações para a primeira sejam estudadas e palestras sobre diversidade sejam ofertadas nos ambientes públicos. A mudança é gradual, como tudo na história do Brasil o foi, mas é possível.