Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 06/11/2025

A música “Homem com H”, interpretada por Ney Matogrosso, ironiza os estereó-

tipos de masculinidade enraizados na sociedade, evidenciando o preconceito con-

tra identidades que fogem do padrão heteronormativo. De modo semelhante, ao fazer uma análise da atual conjuntura brasileira, percebe-se a homofobia em questão no Brasil. Nesse sentido, infere-se que a omissão estatal e estigmatização de homossexuais são fatores que agravam essa problemática.

A negligência governamental é um dos principais catalisadores da violência con-

tra homossexuais, pois o Estado omite a proteção desse grupo. Nesse contexto, em “A Peste”, Albert Camus retrata uma sociedade que responde com indiferença dian-

te da chegada de uma epidemia. Assim, a homofobia se propaga sutilmente entre os brasileiros tal como a epidemia ilustrada por Camus, revelando a falta de ação e interesse dos órgãos governamentais em solucionar esse problema.De acordo com os dados divulgados pela Unesco, 19% dos alunos gays são vítimas de agressão físi-

ca na escola, isso evidencia que apesar dos avanços legislativos,a sociedade ainda reprime indivíduos homoafetivos.

Ademais, em consequência do preconceito enraizado pela sociedade, os indivíduos que fogem do padrão heteronormativo sofrem constantemente com a exclusão.Sob esse viés, o conceito de estigma de Erving Goffman, revela que marcas sociais de desvalorização atribuídas a minorias podem limitar o seu acesso a atividades coletivas. Desse modo, evidencia-se que a homofobia reforça barreiras que impedem a inclusão social, impactando diretamente o modo de vida dessa minoria. Logo, é inegável que o conceito idealizado por Goffman ainda reflete as desigualdades estruturais presentes atualmente no Brasil.

Portanto, para reverter o quadro atual, o Governo Federal- enquanto instância máxima de administração executiva-deve sintetizar políticas públicas que visem a proteção de homossexuais,através da criação de leis que criminalizam a homofo-

bia.Além disso, cabe ao Ministério da Educação alterar o currículo escolar para incluir a importância de diferentes identidades de gênero na sociedade. Tais medidas têm a finalidade de tornar o Brasil um país mais justo e igualitário.