Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 24/05/2018
Orientação não é opção
A luta contra o preconceito destinado aos LGBT’s não está relacionada apenas ao fim da violência sofrida pelos mesmos, mas sim pela garantia da igualdade de direitos ainda ausente em pleno século XXI. Em se tratando do Brasil, de acordo com dados divulgados pelo Grupo Gay da Bahia e a Rede Trans, o país progressivamente apresenta altos índices de mortes ligadas à orientação sexual, o que acaba colocando em questão a criação de uma lei que possa defender tais indivíduos.
Em continuidade ao assunto, é preciso destacar que casos de discriminação, insultos, agressões físicas e psicológicas contra os LGBT’s sempre existiram, porém em menores proporções e visibilidade, visto que, os meios de comunicação, atualmente, abriram caminhos para acusações e levantamentos de informações que antes não eram apuradas. Ademais, segundo o Disque 100, só no ano de 2016 foram recebidas 1876 denúncias de ações praticadas contra LGBT’s, número que poderia ser ainda maior se fossem contabilizados todos os crimes ocorridos.
Por último, sob outra perspectiva, em 2011 houve uma conquista significativa aos gays, os quais, a partir do reconhecimento do Supremo Tribunal Federal, obtiveram a legalização da união civil e do casamento homoafetivo, marcos importantes à aceitação e o respeito às orientações sexuais. Mas, em contrapartida, ao mesmo tempo que os homossexuais garantiram uma pequena parte de seus direitos, também foram os que mais sofreram com a homofobia no Brasil, sendo mortos em 2017, 194 gays de acordo com o Grupo Gay da Bahia.
Em virtude dos argumentos apresentados, pode-se dizer que a prática à homofobia ano após ano intensifica-se e, consequentemente, coloca em risco a vida de indivíduos que tiveram uma orientação sexual diferente da aceita. Diante disso, cabe ao Poder Legislativo da União em conjunto ao Ministério dos Direitos Humanos elaborar uma lei que criminalize os atos homofóbicos e transfóbicos, com o objetivo de promover a segurança e o respeito aos LGBT’s ao longo do tempo. Também é essencial que as escolas quebrem paradigmas e eduquem com base na diversidade de gênero, através de debates e dinâmicas educacionais, a fim de minimizar o preconceito e demonstrar as dificuldades que as minorias vivenciam.