Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 23/08/2018
A homofobia não é uma questão atual. Haja vista que no Brasil Colonial, com a chegada dos Jesuítas, a chamada “Sodomia”, ato sexual entre homens, era duramente coibida, na qual tinha como punição a queima desses “pecadores” em fogueiras. Já no cenário atual é possível observar que tal violência não foi superada ,visto que é presente o preconceito e a discriminação no mercado de trabalho. De modo que deve ser combatido.
A princípio, convém ressaltar, que o preconceito enfrentado por essa parcela da população tem início na infância. Pois, a aversão para com a comunidade LGBT já é notório em crianças nas escolas, na qual por falta de orientação, tal violência é perpetuada ao longo de toda a vida desses indivíduos. Isso, consoante a dados divulgados pela Folha de São Paulo, na qual afirma que 73% dos Jovens LGBT já foram agredido nas escolas.
Ademais, é evidente a discriminação de gays, travestis e transexuais no mercado de trabalho. Haja vista que esses grupos são excluídos dos processos de conquista de vaga de emprego, de modo a serem obrigados a viver de prostituição. Conforme divulgado pelo G1, que 90% dos travestis e transexuais se prostituem por falta de vagas de emprego. Além disso, o preconceito com essa minoria é marcada por homicídios, visto que 70% dos travestis mortos no Brasil eram profissionais do sexo, de acordo com a Carta Capital. Sob essa ótica, é possível constatar a continuidade da violência já descrita no período colonial brasileiro.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Ministério da Educação e os influenciadores digitais, que abordem essas questões, trabalhem juntos. De modo a financiar campanhas nas escolas contra a homofobia. De forma a realizar parceria com pessoas influentes na internet, para que essas realizem palestras sobre diversidade e respeito com a comunidade LGBT, além de abrir discussões com alunos e professores, que enfatizem os problemas da homofobia, mostrando como essa violência é danosa para a sociedade. Para que assim, seja possível romper com as antigas tradições coloniais.