Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 17/05/2018
Homofobia é toda ação de ódio, repugnância, aversão irreprimível e preconceito que pessoas ou equipes nutrem contra o grupo LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros. Outrossim, segundo a ONG GGB - Grupo Gay da Bahia, o Brasil é o líder no ranking mundial dos países que mais matam integrantes da associação LGBT. Nesse sentido, deve-se analisar como a omissão governamental provoca tal problemática em suas vidas e suas possíveis consequências.
Em primeira análise, é preciso destacar que o governo é incapaz de proteger essa minoria. Prova disso que, no Brasil não há nenhuma lei que condene algum praticante de homofobia, fazendo com que o réu faça o que quiser sem se preocupar em ser pego. Ademais, em janeiro de 2015, o Senado arquivou um projeto de lei - PCL 122 - que garantia à liberdade e à segurança dos cidadãos, mas eles utilizaram a desculpa de que a sociedade não teria o direito de expor sua opinião. Nesse contexto, a comunidade LGBT se sente com falta de representatividade ao analisar seus governantes.
Sob outro ângulo, é necessário ser ressaltado as possíveis consequências da homofobia. Nesse cenário em que vivemos, é evidente que em nosso país a pessoa consegue sair impune ao cometer tais atos, com isso, os agressores aproveitam da situação e começam a praticar seu preconceito verbalmente e/ou fisicamente. Nesse contexto, as vítimas se sentem oprimidas e que em alguns casos podem vir até a depressão, a solidão e o medo. Dessa forma, enquanto o Estado e a sociedade não se posicionarem efetivamente, com ações de prevenção e repressão aos grupos criminosos que atuam nesse segmento, os indivíduos continuarão sendo submetidos a essa realidade cruel, que fere os direitos humanos e abala milhões de pessoas.
Urge, portanto, que medidas são necessárias para combater a homofobia. Assim, cabe ao Poder Legislativo desarquivar à lei que estava em andamento e coloca-la em vigor, para que isso seja feito, o Senado deve levar palestras aos deputados para que os convençam para a votação da lei. Dessa forma, com a chegada da norma, os agressores pensarão antes de fazer qualquer tipo de maldade. Ademais, a TV e a rádio devem criar propagandas contra esse assunto e coloca-las em horários mais nobre para que alcance o maior número de pessoas, assim, os agressores vão ver as consequências que seus atos provocam ao próximo. Esses investimentos serão importantes, pois reduzirá eventualmente a criminalidade do país e sua colocação no ranking mundial.