Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 18/05/2018

“É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.” Albert Einstein, já em sua época, parecia prever uma informação importante: a dificuldade da maioria das pessoas em aceitar as diferenças alheias. Em pleno século XXI, esse fenômeno não é diferente na sociedade brasileira, visto que a discriminação é crescente, mormente, aos homossexuais. Dessa forma, é necessário analisar os porquês do avanço da intolerância, que provoca tamanho prejuízo à comunidade LGBT.

Cabe salientar que o fortalecimento do preconceito, transmitido de geração a geração, impulsiona a hostilidade. Segundo Émile Durkheim, o fato social são formas de agir, pensar e sentir, que se generalizam, ou seja, repetem se em todos os membros de uma sociedade. Observa-se que a homofobia pode ser encaixada na teoria do sociólogo, uma vez que, se uma criança vive em uma família com esse comportamento, tende a praticar também, por conta da convivência e do exemplo dos pais. Logo, a educação e a criação dos indivíduos estão, diretamente, relacionados com o enraizamento da questão nas terras verde e amarelo.

É notório que a ineficiência da aplicação das leis é uma das causas para a consolidação da homofobia, especialmente, quando esta discriminação é somada à violência física. Constata-se que no Brasil, esse tipo de prática é registrada como agressão ou injúria, visto que não há leis específicas que combatem esse crime. Logo, a ideia de impunidade, atrelada a mínima proteção dada a esse grupo, torna-se suficiente para a persistência da hostilidade e brutalidade vivenciada pelos homossexuais. Logo, esta situação é corroborada pelos dados do Grupo Gay da Bahia, a qual afirma que a cada dois dias um homossexual é morto no país, vítima do ódio despertado pela sua orientação sexual.

Fica claro, portanto, que a questão da homofobia urge solução. Por conseguinte, o Governo Federal, autoridade máxima, deve promulgar leis específicas, visando a criminalização da discriminação por orientação sexual, por meio do Poder Legislativo, com a criação de conselhos consultivos, a fim da comunidade LGBT ter voz ativa na tomada das decisões destinadas à sua proteção e interesse. Assim, por mais que o começo seja a parte mais difícil do trabalho, como afirmava Platão, será possível desintegrar preconceitos, diminuindo gradativamente a problemática.