Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 21/05/2018
Na obra cinematográfica,“Jogo da Imitação’’,representada em fatos reais,a história do matemático Alan Turing,o ‘‘pai da computação’’,que foi condenado a tratamento hormonal e castração química,por ser homossexual,na Inglaterra em 1952.De maneira análoga,observamos que Brasil essa minoria ainda sofre com os paradigmas sociais dominantes no corpo civil,de modo a perpetuar inúmeros casos de violências contra homoafetivos.Logo,percebe-se que a homofobia é um problema cultural e histórico que não recebe a devida importância pelo governo. A princípio,é preciso analisar a questão da intolerância da sociedade em recusar à diversidade de gênero.No Brasil,em 1964,começava a ditadura militar,um sistema de governo violento e opressor o qual perseguiu,matou e torturou diversos homossexuais e lésbicas.De acordo com Albert Einstein,‘‘é mais fácil desintegrar um átomo do que o preconceito’’.Diante dos fatos,observamos que o pensamento que a homossexualidade é uma ‘‘doença’’ ainda ocorre no século XXI,de modo que 7 em cada 10 cidadão sofrem constantemente violência física e verbal,segundo o ‘‘site’’ UOL.Nessa perspectiva,o corpo social ainda dissemina a crença de que os órgãos genitais definem se uma pessoa é homem ou mulher,os quais,desde o nascimento,são ensinados a agir de acordo como identificados,a ter um papel de gênero ‘‘adequado’’,porém a construção da identidade não é um fator biológico e sim social.Portan- to,a população propaga uma mentalidade padronizada,o que dificulta a aceitação dos homoafetivos. Paralelamente,faz-se necessário atentar para a displicência do governo no combate à homofobia no país.Conforme o levantamento do GrupoGay da Bahia,em 2012,93 pessoas da população LGBTI foram mortos no Brasil.De acordo com a Constituição Federal,artigo 5,‘’todos são iguais perante a lei,sem distinção de qualquer natureza,garantindo direito à vida,à segurança e à igualdade’’.Na prática,porém, nota-se o fracasso das autoridades competentes em assegurar a integridade desses cidadãos,os quais sofrem com os crimes de ódios,motivados pelo preconceito e pela falta de punição dos agressores,deixando-os socialmente desprotegidos. Diante desse quadro,é inegável a necessidade de maior desempenho do governo no combate à homofobia no país.A fim de atenuar o problema,o Ministério Público deve promover maior eficiência da lei,por meio de penas mais severas e multas com integração de um projeto socioeducativo desenvolvido pelo Ministério da Educação,ministrado por psicólogos e assistentes sociais que abordem o respeito e a heterogenidade sexual para que se diminuam os crimes de ódio e aumente a qualidade de vida dessas pessoas.Ademais,as prefeituras devem promover oficinas educativas,através de palestras nas escolas ministradas por sexólogos a fim de promover a aceitação da diversidade de gênero.