Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 21/05/2018

Reconhecimento e tratamento para homofobia

Homofobia é uma reação contrária às pessoas que se identificam com um gênero diferente daquele físico expresso pelos seus genes. Em todas as épocas existiram pessoas homossexuais, mas só no final do século XX que se iniciaram os movimentos de luta pelos direitos LGBT´s e atualmente têm se quebrado paradigmas e discutido sobre o assunto. Porém, em geral o preconceito ainda é forte e acentuado em partes do mundo onde ser homossexual é um crime. No Brasil, a homofobia é maquiada por não ter dados oficiais sobre ela, portanto é necessário um reconhecimento da real extensão do problema  e um esclarecimento sobre as questões de gênero e a homofobia.

Segundo dados do Grupo Gay da Bahia (GGB), em 2017 445 mortes foram motivadas por homofobia, um número muito alto, mas incompleto por não se basear em estatísticas governamentais e por muitos que sofrem esses ataques não os denunciarem. Para conhecer a real dimensão da homofobia no Brasil e criar estratégias de combate, é preciso que o Governo Federal se atente; primeiramente colhendo dados de ataques físicos, cibernéticos e mortes e criminalize-os. Também é necessário reconhecer, organizar e legalizar os direitos dessas pessoas de modo que sendo protegidos pela Lei, terão mais coragem de denunciar quando atacadas.

Comparado a década passada já se quebraram muitos paradigmas sobre a questão da opção sexual, porém muito ainda deve ser feito. É preciso desmistificar o homossexualismo, colocar fim a ideia de contágio doentio, satanização e preconceito. É necessária a discussão do assunto em espaços públicos e/ou de influência, como escolas, universidades, na literatura, no teatro e também em espaços religiosos. A fim de conscientizar a todos de que não é preciso concordar ou fazer igual para respeitar as diferenças e lutar pela igualdade de direitos, principalmente à liberdade e à vida.

Complementando o que foi exposto, é imprescindível a criação de Leis Federais que penalizem todo tipo de ataque homofóbico para por fim a banalização da homofobia e acentuar que não é normal atacar alguém pelo simples motivo dele pensar e agir diferente. Além da promoção de palestras na área educacional, social, médica e religiosa tratando desse assunto para que a população possa agir uns com os outros com o espírito de fraternidade, como previsto no artigo I da Declaração Universal dos Direitos Humanos.