Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 23/05/2018
Durante a segunda metade do Século XX, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deixou de considerar a homossexualidade como uma doença, o que foi um grande marco para a história do mundo por representar respeito e tolerância à diversidade sexual. Entretanto, a homofobia é algo presente na sociedade brasileira contemporânea, tendo como principais causas o preconceito e a falta de apoio governamental. Em consequência disso, infelizmente, centenas de pessoas são mortas por ano, o que demonstra que o problema deve ser combatido, cabendo ao governo adotar medidas para isso.
O ódio a homossexuais não é um fenômeno de origem atual, pois, desde o período da Segunda Guerra Mundial, tais pessoas são agredidas e assassinadas. Isso enraizou, sobretudo no Brasil, a discriminação no meio social do presente, porque, de acordo com o Grupo Gay da Bahia, 445 pessoas pertencentes ao grupo de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs) foram mortas em 2017. Outro fator contribuinte para isso é o descaso do governo do país com a situação, já que dados como esse são baseados somente nas notícias publicadas na mídia, não havendo pesquisas governamentais, o que oculta casos sem repercussão.
Com a ocorrência desses crimes, as vítimas, quando não são mortas, são traumatizadas, adquirindo transtornos psicológicos e, dessa forma, vivem sem liberdade de expressão pelo simples fato de terem uma identidade sexual diferente da maioria. Pode-se concluir, portanto, que o combate à homofobia é imprescindível, assim, ele deve envolver todas as esferas políticas para que estas ajam sobre as causas e consequências do impasse.
Para isso, o Poder Legislativo deve apoiar as vítimas de homofobia, ampliando, a nível federal, a Lei Estadual da Paraíba, que pune os que discriminam por orientação sexual e identidade de gênero. Além disso, o Ministério da Defesa, em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deve investigar e contabilizar todos os crimes que ocorrem no país contra o grupo LBGT, divulgando as estatísticas na mídia, a fim de que a sociedade tenha consciência do problema e seja incentivada a não tolerar atos preconceituosos. Por fim, cabe ao Ministério da Saúde oferecer atendimento psicológico especial às vítimas de tais crimes, aumentando o número de psicólogos nos postos de saúde, com o intuito de minimizar os transtornos mentais destas.