Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 26/05/2018
Desde o Iluminismo,com a propagação dos ideais,como liberdade,igualdade e fraternidade,e posteriormente com a Revolução Francesa,o caráter participativo por direitos coletivos acentuou-se expressivamente nas sociedades mundiais.Nessa perspectiva,o movimento LGBTQ,surgido na Alemanha e tendo o sexólogo Magnus Hirschfeld seu principal líder,luta pelos direitos dos homossexuais e principalmente contra a homofobia,que reflete o caráter retrógrado e conservador da sociedade.
A homofobia tem raízes culturais que tradicionalmente assentam-se numa estrutura heteronormativa,na qual posturas diferentes da heterossexual são marginalizadas,além da perpetuação da ideia de que a orientação sexual é uma escolha.Entretanto,estudos da Universidade da Califórnia indicam que os cromossomos X e 8,atrelados a exposição de hormônios durante a vida intrauterina,são os responsáveis pela orientação sexual.
Apesar dos grandes avanços sociais,como a retirada da homossexualidade da lista internacional de patologias,a legalização do casamento homoafetivo e a redesignação do fenótipo masculino para o feminino oferecida pela rede pública de saúde,a violência verbal e física sofrida por esse grupo ainda são problemas recorrentes.Segundo o relatório do Grupo Gay da Bahia,o Brasil ocupa o 2° lugar em crimes contra essa minoria.
Nesse ínterim,sobre o prisma do desrespeito à comunidade gay,medidas mais energéticas devem ser tomadas.A partir disso,o Ministério da Educação,aliado às escolas da rede pública e privada,deverá realizar palestras educativas,ministradas por educadores e psicólogos que abordem o tema,com o objetivo de promover a tolerância a diversidade.Ao mesmo passo,cabe ao Poder Legislativo tipificar o crime de homofobia como hediondo,por meio Código Penal com o fito de mitigar a violência.Desse modo,será possível criar meios para uma sociedade mais igualitária e fraternal,como foi proposto na Revolução Francesa.
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