Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 26/05/2018
A homofobia caracteriza-se pela aversão e repugnância aos gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis. Um exemplo claro desse ódio ao diferente, foi a perseguição nazista aos homossexuais durante a segunda guerra mundial. Nesse sentido, nota-se que no Brasil, apesar de muitas conquistas legislativas, a população LGBT continua sendo vítima de violência e discriminação. Dessa forma, dentre os fatores geradores dessa problemática estão, primeiramente, a cultura heteronormativa e a falta de uma legislação específica que criminalize esse preconceito.
Segundo o médico Dráuzio Varella, “a homossexualidade é uma ilha cercada por ignorância de todos os lados”. Nessa perspectiva, vivemos em uma cultura onde um indivíduo considerado “normal” e dentro dos padrões morais é aquele que possui relacionamentos heteroafetivos, e qualquer relação diferente é julgada aberração. O Brasil, portanto, é considerado o país da diversidade, porém, quando se depara com o diferente é hostil, intolerante e preconceituoso. Ademais, a prática da homofobia ainda não é definida como crime, consequentemente não existe punição efetiva.
Segundo dados da rede Trangender Europe, mais da metade dos homicídios contra homossexuais e transexuais no mundo ocorre no Brasil, o que o torna o país mais perigoso para essa comunidade. Desse modo, projetos que tramitam no Congresso como o da “cura gay”, o qual considera a homossexualidade uma patologia, dificulta ainda mais a criminalização dessa barbárie, assim como a possibilidade da comunidade LGBT exercer sua cidadania.
Destarte, a homofobia é um problema agravante e que precisa ser combatido por todos os agentes da sociedade. Em primeiro lugar, o corpo legislativo precisa criar um código que criminalize a homofobia, visando a efetiva punição dos agressores. Além disso, as escolas como formadoras de cidadãos cognitivos, deve investir em aulas e debates acerca da diversidade e identidade de gênero, tendo em vista a formação da pessoa humana. Por fim, a mídia pode investir em uma ficção engajada que evidencie ao problemática em questão. Logo, colocando todas as medidas possíveis em prática, pode-se garantir a igualdade entre todos os indivíduos que compõe o território brasileiro.