Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 11/06/2018
A falta de informação à qual a sociedade está submetida é o principal fator responsável ao se analisar qualquer evento de intolerância. Após tal reflexão ser somada aos índices que mostram o crescimento de assassinatos e suicídios de indivíduos LGBT, é perceptível que a raiz do preconceito se encontra na infância, e a mesma é nutrida pelo Estado, quando não protege e nem insere esses indivíduos na sociedade através de políticas públicas eficientes.
Sabendo que a expectativa de sociedade futura deve ser colocada em prática ainda na fase infantil, o Senado recebeu como proposta a inclusão de assuntos como “diversidade de sexual” na Base Comum Curricular, no entanto, a bancada evangélica vetou. Essa atitude conservadora travou o primeiro passo que poderia ser dado rumo ao começo de uma conscientização e conhecimento com relação a comunidade LGBT pelas pessoas desde o início de sua formação, podendo formar mais cidadãos respeitosos e tolerantes.
Para que se crie políticas eficientes e perca sua liderança no ranking mundial representada através dos mais de 300 de assassinatos anuais por homofobia, tal como registrou o Grupo Gay da Bahia, a União deve desmarginalizar as necessidades da comunidade em questão. Porém, tal atitude não pode ser colocada em prática sem antes ser apurado dados estatísticos minuciosos a respeito do que ocorre com essas vítimas do preconceito, pois quando a pesquisa é realizada através de ONGs, os resultados ficam restritos a pequena parcela divulgada através dos meios de comunicação, enquanto outros vários casos se perpetuam no anonimato.
Diante dos fatos mencionados, fica evidente, portanto, a necessidade de maior participação e união da dupla governo e universidade. Sendo de responsabilidade do primeiro a criminalização da homofobia, com penas rígidas e a designação de institutos de pesquisas governamentais como o IBGE, para coletar dados que atualmente são feitos por instituições privadas. Paralelo a tais medidas, deve-se exigir que as universidades insiram na carga horaria dos estudantes de biologia, psicologia e ciências sociais a presença em salas de ensino médio e básico para instruir e discutir sobre a sexualidade, desde a parte fisiológica e psicológica até a comportamental. Dessa forma, será possível iniciar a jornada para um país livre de preconceitos.