Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 11/06/2018

No universo de “skins”, o personagem Maxxie é um adolescente homossexual, acostumado a receber comentários maldosos sobre sua sexualidade, resolve então enfrentar os padrões impostos pela sociedade. Fora do mundo das séries, homofobia é um tema em pauta no Brasil, pois há muita desinformação e ignorância por parte da população, sendo necessário medidas para que o problema seja resolvido.

É elementar que se leve em consideração a Constituição de 1988, Artigo 5°, que afirma que todos os cidadãos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo que todo brasileiro tenha direito à liberdade e à segurança. Porém, os pertencentes ao grupo LGBT sofrem diariamente com a descriminação. De acordo com o filósofo Jean-Paul Sartre, a violência independentemente de como manifestada é uma derrota, e a homofobia não se manifesta apenas pela agressão física (1 morte a cada 25 horas, segundo pesquisas do Grupo Gay da Bahia) mas também, por afrontas verbais que ferem as liberdades individuais, a cidadania e a Constituição brasileira.

Entretanto, o problema está longe de ser resolvido. Muitas escolas em sua grade curricular não ensinam sobre a diversidade de gênero, fazendo com que muitas crianças e adolescentes cresçam com o pensamento de que o certo é um homem se casar com uma mulher, levando muitos homossexuais a se sentirem culpados pela sua sexualidade, criando casos sérios de depressão, isso dificulta a quebra do preconceito. Ademais, apesar do Artigo 5° estar em vigor no país, as penalidades para quem pratica a homofobia são muito leves e nem sempre tais agressões chegam a julgamento.

Portanto, medidas deverão ser implementadas para combater o impasse. Segundo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele, com isso o Ministério da Educação deverá alterar a grade curricular das escolas, fazendo com que a disciplina da sociologia aborde o tópico “Diversidade de Gênero” onde os alunos do ensino fundamental II e do ensino médio irão aprender desde cedo sobre grupos específicos LGBT’s e a importância de respeitar cada um. Além disso, o Ministério da Justiça terá que fazer um ajuste nas penalidades contra a homofobia, dando penas mais severas para quem pratica tal ato e garantindo que todos os casos denunciados sejam devidamente julgados por juízes e defensores públicos. Por fim, o Ministério das Comunicações poderá seguir o pensamento de Lulu Santos, que considerava justa toda forma de amor, criando cartilhas de conscientização a população, fazendo propagandas em canais abertos com depoimentos, espalhando o amor como sinônimo de felicidade e não de descriminação. Dessa forma, teremos uma sociedade mais justa e segura para todos os cidadãos.