Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 12/06/2018

De acordo com o GGB-Grupo Gay da Bahia-, em 2017, a cada 20 horas, um LGBT morreu de forma violenta por motivações homotransfóbicas, sendo que menos de 25% dos agressores foram identificados e menos de 10% indiciados. Dessa maneira, o Brasil torna-se o país que mais mata transexuais e homossexuais.

Nesse contexto, a escola tem papel fundamental na desconstrução de estereótipos e na promoção de relações igualitárias, porém, devido ao preconceito da comunidade escolar, essa não é uma realidade do nosso ambiente educacional, uma vez que cerca de 27% dos homossexuais afirmam ter sofrido discriminação dentro da escola. Haja vista que esse preconceito surge por causa de doutrinas religiosas e pela tentativa em preservar a anacrômica heteronormatividade da sociedade.

Assim, é mais simples entender como a homofobia cresce e amadurece. A ineficiência da escola em cumprir seu papel é o primeiro passo e, em seguida, a ausência de leis que punam essas práticas homofóbicas criam, dessa forma, um ciclo vicioso, no qual a escola não exerce sua função nem o Estado.

Logo, para combater a homofobia no Brasil, o Poder Legislativo deve assegurar os direitos fundamentais previstos no artigo 5º da Constituição e aprovar o Projeto de Lei 122-ou PL da Homofobia-, que pretende criminalizar a homofobia. Além disso, é papel do Estado retomar e efetivar o projeto Escola Sem Homofobia, que prevê o desmanche de estereótipos acerca da comunidade LGBT. Somente assim, marcharemos em direção a uma sociedade de respeito à diversidade sexual.