Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 15/06/2018
O livro “O Ateneu”, de Raul Pompeia, representou uma quebra de paradigmas, principalmente por retratar um internato em que indivíduos do mesmo sexo se relacionavam afetivamente. Todavia, na atual conjuntura do país, a homossexualidade ainda é vista de forma bastante discriminatória, de forma que a violência contra essa classe denuncia o preconceito instríseco. Nesse viés, os paradigmas socioculturais penetrados no âmbito histórico, bem como a pouca abrengência escolar no que tange á homofobia, representam obstáculos que ratificam tal mazela.
Primordialmente, verifica-se que a dificuldade em aceitar o diferente está enrraizada na história da sociedade. Sob essa ótica, o aprisionamente de homossexuais pelos nazistas, sendo considerados efeminados e incapazes de lutar pela nação, corrobora o preconceito existente desde tempos remotos. Nesse sentido,os requícios da antiga sociedade machista ainda podem ser constatados no pensamento
de muitos indivíduos. Segundo Freud, o sentimento homofóbico tem origem no medo e no moralismo social, sendo que os homens, ao odiarem aquele que opta por uma opção sexual diferente, defendem a si mesmos, a medida que contribuem para a manutenção da ordem convencional, dado o contexto tradicionalista que vigora. Consoante a essa assertiva, um estudo norte-americano mostrou que a mai-
oria dos agressores são menores de 21 anos, os quais agem em grupos e se deslocam até as vítimas.
Outrossim, de acordo com a abordagem do filósofo alemão Goethe, “não há nada mais assustador que a ignorância em ação”. Consoante a isso, a falta de esclarecimento da população, no que vem a ser cientificamente a homossexualidade, contribui para a permanência do preconceito contra os LGBT’s na comunidade. Diante disso, nota-se que desde a tenra idade, os pequenos são estimulados a julgarem negativamente aquele que se desvia do padrão pré-estabelecido. Nessa pespectiva, a não existência de uma base educacional sólida, capaz de quebrar tais paradigmas e implantar o respeito mútuo ao diferente, é o mecanismo inercial, responsável por perenizar esse tipo de preconceito na sociedade.
Portanto, visando erradicar o sentimento homofóbico que ainda impera, urge que o Ministério da Cultura, aliado às mídias televisivas e sociais, crie uma propaganda de conscientização moral, veiculando imagens, fotos e vídeos que estimulem a valorização do outro, independente da escolha sexual. Atrelado a isso, o próprio indivíduo deve perenizar essa ação, compartilhando a campanha em grupos e páginas nas redes, de forma a aumentar a abrangência desse projeto. Ademais, o Ministério da Educação deve implantar aulas informativas sobre a homossexualidade nas escolas, reforçando anualmente o respeito mútuo ao não convencional, para desfazer a discriminação imposta.